Jovem conta como foi fazer pós na Alemanha sem falar alemão

A designer Natália Garcêz decidiu mudar radicalmente de rotina e foi fazer mestrado na Alemanha com bolsa

Em 2014, Natália Garcêz estava em um momento decisivo de sua vida: havia se formado em design há um ano e trabalhava desde o início da faculdade. Segundo ela, era um momento estressante, pois estava cansada da rotina e desacreditada do mercado de design em que estava vivendo.

A partir deste momento de reflexão, Natália percebeu que precisava tentar algo novo. Ela queria voltar a estudar, mas de forma mais focada. Chegou a olhar as opções de mestrado no Brasil mas, para se manter aqui, teria que repetir a rotina intensa de conciliar trabalho e estudo. Foi quando a começou a fazer pesquisas sobre as possibilidades de estudar no exterior. “Busquei uma bolsa de estudos para focar na minha prioridade: trabalhos acadêmicos, experimentais e pesquisa. Para mim, quanto maior a mudança na rotina, melhor seria”, conta.

Foi nesta busca que Natália encontrou o DAAD, órgão do governo que promove a educação superior alemã e oferece bolsas para estudar no país, que ela já admirava. Ela se candidatou online e foi aprovada. “Ao tomar a minha decisão de vir para cá, considerei a minha admiração pelo design alemão e busquei ficar próxima de Berlim”, cidade que é um pólo relevante deste mercado. Hoje, Natália está no segundo semestre do mestrado de Design em Dessau, cidade a uma hora e meia de Berlim.

Ela, que não falava alemão antes de ir, disse que aprendeu muito nos primeiros quatro meses de intercâmbio, quando o programa da bolsa oferece um curso intensivo no idioma. “Não vou dizer que é um mar de rosas estar em um país de língua tão complicada. Mas estar fora da sua zona de conforto é evoluir. E estar aqui é se sentir desconfortável 100% do tempo. É encantador estudar e morar com pessoas de outras partes do mundo, de culturas, expectativas e sonhos diferentes”.

Natália, que ao finalizar o mestrado pretende se arriscar no mercado de design alemão, conta que gostaria de trabalhar em agências voltadas para ações sociais ou ONGs. “Gostaria de absorver o máximo de conhecimento aqui para poder voltar para o Brasil com condições de aplicar meu aprendizado da forma que eu acredito ser valiosa para o país”.

Para quem deseja tentar a bolsa do DAAD, ela acredita que, além de um bom portfólio e currículo, uma carta de motivação honesta e que mostre o interesse do candidato é fundamental. “Quando eu consegui minha bolsa, creio que o que me destacou foi minha paixão pelo que faço, meu encanto por evoluir e minha necessidade de estar fora da minha zona de conforto”, conta.

* Este artigo foi originalmente publicado pelo Estudar Fora, portal da Fundação Estudar

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