Presidente argentino é “música para ouvidos”, diz ministro

Macri, prefeito de centro-direita de Buenos Aires, encerrou mais de uma década de governo peronista de esquerda ao vencer a eleição no domingo

Santiago – O ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, disse nesta segunda-feira que a eleição do candidato pró-mercado Mauricio Macri como presidente da Argentina é uma boa notícia para as relações comerciais entre os dois países.

Macri, prefeito de centro-direita de Buenos Aires, encerrou mais de uma década de governo peronista de esquerda ao vencer a eleição no domingo, depois de prometer acabar com a política populista de gastos livres da atual presidente, Cristina Kirchner.

“Todos os sinais são positivos. (Macri) reafirma a visão de que o Brasil é um parceiro estratégico, ele apoia a posição de que o Mercosul seja mais aberto a outras redes internacionais”, disse Monteiro à Reuters durante uma viagem oficial à capital do Chile, Santiago.

“Portanto, para nós, isso é música para nossos ouvidos.” O Mercosul é uma união aduaneira formada por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela.

Rivais tradicionais em muitas áreas além do futebol, Brasil e Argentina são as potências econômicas da América do Sul, mas os fluxos comerciais entre os dois têm diminuído drasticamente à medida que as economias enfrentam o colapso de um boom global das commodities.

“Nós temos um comércio que, apesar de ter caído, ainda é muito importante, com os fluxos de comércio de 30 bilhões de dólares. Por isso, é uma relação fundamental”, disse Monteiro.

Apesar de os dois países serem liderados por governos de esquerda por mais de uma década, o Brasil tem sido frustrado por políticas protecionistas adotadas por Cristina, com o objetivo de proteger os fabricantes locais de concorrentes estrangeiros e defender as reservas cambiais.

“O presidente eleito Macri assumiu uma posição muito pró-comércio, mais liberal em termos de comércio”, disse Monteiro.

O ministro acrescentou que o Brasil concorda com a posição de Macri de uma maior integração entre os dois grandes blocos comerciais da América Latina: o Mercosul e a Aliança do Pacífico, que reúne México, Colômbia, Peru e Chile.

Macri disse que sua primeira viagem ao exterior será ao Brasil.

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