BC tem compromisso de manter Selic em 14,2% ao ano

A afirmação foi feita pelo diretor de Assuntos Internacionais do banco, Tony Volpon, em seminário nos Estados Unidos, organizado pelo JP Morgan

O Banco Central (BC) tem o compromisso de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano até que a probabilidade de atingir os parâmetros do Conselho Monetário Nacional (CMN) para a inflação, em 2016 e 2017, seja alta.

A afirmação foi feita pelo diretor de Assuntos Internacionais do banco, Tony Volpon, em seminário nos Estados Unidos, organizado pelo JP Morgan.

Para este ano, o centro da meta de inflação é 4,5% e o limite superior, 6,5%. Em 2017, o teto da meta será de 6%. O mercado financeiro espera que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fique em 7,14% este ano, e em 5,95% em 2017.

A Selic é o principal instrumento do BC para o controle da inflação. Ao reajustá-la para cima, a instituição contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando reduz os juros básicos, o Comitê de Política Monetária do banco (Copom) barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas reduz o controle sobre a inflação.

Apesar das afirmações da diretoria do BC de que o Copom não pretende reduzir os juros, em um cenário de retração da economia, as instituições financeiras esperam que a Selic caia.

A expectativa para a taxa ao final de 2016 é  de13,75% ao ano. Para o fim de 2017, a previsão dos bancos é que a Selic seja de 12,25% ao ano.

Segundo a apresentação publicada no site do BC, Volpon enfatizou que a inflação este ano vai cair.

O diretor acrescentou que em 2016, diferentemente do ano passado, haverá um impacto menor do ajuste de preços relativos  (externos em relação aos internos e administrados em relação aos livres”.

Ajuste fiscal

Na apresentação, o diretor do BC disse que houve progresso no ajuste fiscal, mas que é preciso muito mais.

Volpon destacou que há espaço para fazer ajuste fiscal devido ao sucesso do ajuste das contas externas, aos níveis controlados de inflação e à baixa dependência de investidores externos como credores de dívida.

Entretanto, o diretor alertou que, sem uma consolidação fiscal convincente, o risco de crise financeira cresce com o tempo.

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