Brasil estuda vender sobras de energia à Argentina

Segundo o diretor geral do ONS, Luiz Eduardo Barata, as tratativas já começaram, mas ainda não há um prazo estabelecido para a definição sobre essas negociações

Rio de Janeiro – O atual cenário de retração econômica tem gerado perspectiva de sobra de energia elétrica no Brasil nos próximos anos, o que faz com que o governo já negocie com a Argentina um contrato firme para exportação de eletricidade ao país vizinho, afirmaram nesta segunda-feira autoridades do setor elétrico do Brasil.

Segundo o diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, as tratativas já começaram, mas ainda não há um prazo estabelecido para a definição sobre essas negociações.

“Nós temos sobras contratuais de energia para um ou dois anos. Não queremos mais vender sobras, mas sim contratos com a Argentina”, disse ele, em evento do setor no Rio de Janeiro.

Nos últimos anos, o Brasil tem adotado acordos de cooperação com vizinhos como a própria Argentina, além de Uruguai e Chile, que preveem cooperação no fornecimento de energia por meio de trocas entre os países.

Em situações de emergência ou necessidade, o país que tem sobras envia carga para o vizinho por determinado período, com a obrigação de devolução dessa energia em um intercâmbio futuro.

Como as relações baseiam-se no envio e devolução de eletricidade, não há definição de preços nessas transações, apenas dos montantes envolvidos.

“Acho que estamos em condições de pensar um fornecimento para a Argentina em bases mercantis”, afirmou Barata.

O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Tiago Correia também falou sobre a possibilidade de alterar o atual regime de exportação de energia.

“A relação mais comum era da troca através de escambo. Por exemplo, no inverno da Argentina a gente mandava energia ou gás para eles para serem usados no aquecimento local. Depois, no verão, eles devolviam para nós”, explicou.

Segundo o diretor da Aneel, há várias formas para se viabilizar esse contratos mercantis de energia. Ele afirmou que as autorizações para as operações devem passar pelo Ministério de Minas e Energia e pela própria agência reguladora.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s