Brasil precisa de impostos verdes e equipes, alerta OCDE

A redução do desmatamento diminuiu a pegada de carbono do Brasil, mas o país deve fazer mais para atingir um meio ambiente sustentável, afirmou a entidade

Brasília – A acentuada redução do desmatamento na Amazônia diminuiu a pegada de carbono do Brasil em 40 por cento desde 2000, mas o país deve fazer mais para atingir um meio ambiente sustentável, afirmou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quarta-feira.

O país deve aumentar o uso de impostos verdes para limitar os crescentes níveis de emissões de gás carbônico nas cidades, que estão crescendo rapidamente, recomendou a OCDE em um relatório sobre a performance ambiental brasileira.

O Brasil também precisa mobilizar mais pessoas e recursos para gerenciar áreas protegidas que são importantes para o combate ao desmatamento e reconciliar a conservação da biodiversidade com o desenvolvimento econômico, notavelmente na agricultura, disse a OCDE.

O novo Código Florestal, o Cadastro Ambiental Rural e um sistema negociável de cotas de florestas devem ser plenamente implementados para ajudar a conservação e complementados por programas que criam opções de subsistência mais atrativas para desencorajar o desmatamento ilegal, segundo a organização.

As Áreas de Proteção Ambiental, importante no combate ao desmatamento, aumentaram de maneira impressionante até alcançar 17 por cento do território do país, mas a maior parte delas tem poucas equipes e nenhum plano de gerenciamento, apontou o relatório. O ecoturismo deve ser encorajado nestas áreas, recomendou a OCDE.

O desmatamento anual da Amazônia caiu em 75 por cento, em relação aos níveis de meados da década de 2000, embora o ritmo atual ainda signifique uma perda florestal do tamanho do Estado de Sergipe a cada quatro anos.

Sobre a mudança climática, a queda nas emissões de gases do efeito estufa devido a uma diminuição drástica do desmatamento mais do que compensou o rápido crescimento das emissões na agricultura e na energia, setores que hoje respondem pela maior parte das emissões.

Uma década de crescimento econômico, rápida urbanização e aumento dos níveis de renda tem impulsionado a demanda por energia e recursos naturais, dobrado a frota de veículos e elevado as pressões ambientais.

O Brasil deveria contar mais com impostos relacionados ao meio ambiente, que corresponderam a somente 1,9 por cento do total de receitas provenientes de impostos em 2013, na comparação a 5,1 por cento, em média, para países da OCDE, segundo o relatório.

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