Copom mantém juros em 14,25%

É a segunda vez que a taxa fica inalterada depois de sete aumentos seguidos; decisão era esperada pela maior parte dos economistas

São Paulo – O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 14,25%.

É a segunda vez que a taxa fica inalterada após sete aumentos seguidos, seis de meio ponto, desde a eleição. 

A Selic segue assim em seu maior patamar desde agosto de 2006 – mas na época, a trajetória era de queda (veja o histórico).

A decisão veio dentro do esperado pela maior parte dos economistas e instituições financeiras, de acordo com o último Boletim Focus e outros relatórios.

Em um evento do Fundo Monetário Internacional (FMI) na semana passada no Peru, o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse que a instituição pretendia manter o nível atual da Selic “por um período suficientemente prolongado”.

O comunicado de hoje diz que “Avaliando o cenário macroeconômico, as perspectivas para a inflação e o atual balanço de riscos, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 14,25% a.a., sem viés.

O Comitê entende que a manutenção desse patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é necessária para a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante da política monetária. O Copom ressalta que a política monetária se manterá vigilante para a consecução desse objetivo.”

A ata será divulgada na próxima quinta-feira, 29 de outubro, e o mercado também não espera uma nova alta na última reunião do ano, marcada para 24 e 25 de novembro.

Os juros não devem voltar a cair tão cedo. No último Focus, a mediana para o final de 2016 passou de 12,63% para 12,75% ao ano. Há um mês, este ponto central apontava para 12,25%.

Cenário 

A inflação nos últimos 12 meses até setembro está em 9,49%, a maior desde 2003 e bem acima do teto da meta do governo (6,5%).

A expectativa para 2016 continua subindo e foi reajustada na última segunda-feira pelo Boletim Focus de 6,05% para 6,12%. Foi a 11ª alta consecutiva; há um mês atrás, a previsão era de 5,7%.

O desafio agora é ancorar as projeções dos anos seguintes para uma convergência ao centro da meta (4,5%) diante da alta do dólar e da incerteza sobre a política e o equilíbrio orçamentário.

Quando o Copom aumenta os juros, encarece o crédito e estimula a poupança, o que faz com que a demanda seja contida e faça menos pressão sobre a atividade e os preços, mas aprofundando a recessão. Cortar os juros causa o efeito contrário. 

(EXAME.com)

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