Demanda doméstica impulsiona crescimento da Alemanha

A Agência Federal de Estatísticas confirmou a estimativa preliminar de que o Produto Interno Bruto (PIB) ajustado sazonalmente cresceu 0,3 por cento

Berlim – Uma alta no consumo privado da Alemanha e gastos públicos maiores devido aos refugiados mais do que compensaram a fraqueza no comércio internacional, ajudando a maior economia da Europa a crescer a uma taxa modesta, ainda que lenta, no terceiro trimestre.

O emprego em máxima recorde, salários em alta e preços quase estáveis estão impulsionando os gastos das famílias na Alemanha enquanto a gasolina mais barata está liberando dinheiro para outras compras.

Ao mesmo momento, um número recorde de pessoas, fugindo da guerra no Oriente Médio, estão chegando à Alemanha. O governo federal e os Estados estão gastando bilhões de euros para abrigar os recém-chegados, integrando-os e procurando trabalho para eles.

A Agência Federal de Estatísticas confirmou nesta terça-feira a estimativa preliminar de que o Produto Interno Bruto (PIB) ajustado sazonalmente cresceu 0,3 por cento no trimestre entre julho e setembro, após expansão de 0,4 por cento entre abril e junho.

O consumo privado cresceu 0,6 por cento no terceiro trimestre, enquanto os gastos do governo saltaram 1,3 por cento –o maior aumento desde o começo de 2009. No geral, a demanda doméstica acrescentou 0,7 ponto percentual ao PIB.

Gastos maiores do governo com os refugiados vão ajudar a impulsionar o crescimento nos próximos trimestres também, disse o economista do DekaBank Andreas Scheuerle, constatando que o fraco investimento das companhias alemãs continua sendo um problema para a economia.

As exportações subiram a um ritmo mais lento do que as importações no terceiro trimestre com o enfraquecimento da demanda da China e de mercados emergentes. O comércio internacional líquido subtraiu 0,4 ponto percentual do PIB –a sua contribuição mais fraca em dois anos.

“As exportações estão particularmente fracas”, disse Scheurle. “Sem a ajuda do euro mais fraco e do crescimento dos países industrializados, elas estariam ainda piores.”

Texto atualizado às 8h53.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s