Dívida não foi paga por falta de recursos, diz Porto Rico

Presidente do Banco Governamental de Fomento de Porto Rico declarou que a falta de pagamento de dívida PFC ocorreu devido à falta de recursos alocados

San Juan – A presidente do Banco Governamental de Fomento (BGF) de Porto Rico, Melba Acosta, declarou nesta segunda-feira que a falta de pagamento de uma emissão de dívida da Corporação para o Financiamento Público (PFC, sigla em inglês) ocorreu devido à falta de recursos alocados para o atual ano fiscal.

“Esta é uma decisão que reflete as graves preocupações sobre a liquidez do Estado Livre Associado e o balanço entre as obrigações com nossos credores e com o povo de Porto Rico, igualmente importantes para garantir que sejam mantidos os serviços essenciais que a população merece”, disse em breve comunicado.

De acordo com Acosta, “a PFC fez um pagamento parcial de juros em relação aos bônus em circulação, que foi realizado com recursos restantes de dotações legislativas prévias relacionadas a letras de câmbio pendentes de pagamento que garantem os bônus da PFC”.

Acosta esclareceu que, “de acordo com os termos dos bônus, que estabelecem que tais obrigações são pagas unicamente com fundos expressamente alocados pela Legislatura, a PFC aplicou estes fundos, que somam aproximadamente US$ 628 mil ao pagamento correspondente a 1º de agosto”.

A agência de classificação de risco Fitch Ratings divulgou um relatório nesta segunda-feira com o qual anuncia que não modificará a qualificação de Porto Rico apesar da falta de pagamento da PFC.

A Fitch Ratings informa que a falta de pagamento da emissão de dívida da PFC não modificará a classificação CC das obrigações gerais de Porto Rico, que em sua escala equivale a um investimento extremamente especulativo.

A agência ressalta que a decisão do Executivo portorriquenho está de acordo com o anúncio feito há semanas pelo governador de Porto Rico, Alejandro García Padilla, que afirmou que a dívida do país não será paga nos prazos e condições negociados e com os atuais problemas de liquidez.

O relatório da agência esclarece que uma nova degradação da dívida de Porto Rico só aconteceria se fossem divulgados dados mais concretos sobre os planos de reestruturação, informação que ainda não está disponível.

A Fitch Ratings afirma que, se houver a degradação, isso ocorrerá individualmente a cada um dos emissores de dívida que não cumprirem com suas obrigações.

Segundo a agência, a dívida emitida pela PFC não estava avaliada pela Fitch Ratings e que por isso não afetará a classificação geral de Porto Rico.

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