Em reunião em Malta, BCE é pressionado por inflação baixa

Os observadores acreditam que a instituição se limitará a expressar seus pontos de vista em Malta e que adiará até novembro ou dezembro

O BCE não deve alterar a taxa de juros nem anunciar novas medidas de estímulo em sua reunião na quinta-feira em Malta, apesar do fraco crescimento econômico e da inflação baixa, dizem os analistas.

O euro forte, a queda dos preços ao consumo e os temores pela desaceleração da economia mundial dão argumentos a quem pede maiores facilidades de crédito nos 19 países da zona do euro.

Os observadores acreditam que a instituição se limitará a expressar seus pontos de vista em Malta e que adiará até novembro ou dezembro eventuais anúncios de medidas concretas.

Os mercados já especulam com a possibilidade de que o BCE acelere ou aumente rapidamente seu programa de compra de dívidas públicas (política de “flexibilização quantitativa”, ou QE na sigla em inglês) para pôr uma maior liquidez em circulação, em resposta à queda dos preços em setembro (-0,1%).

“Isso aumenta a pressão para que o BCE intensifique suas ações de estímulos [monetários] na reunião de Malta”, afirmou Howard Archer, analista da consultora IHS Global Insight.

A taxa de juros do BCE já estão em seus mínimos históricos, segundo destacou seu presidente Mario Draghi. Desse modo, a instituição só poderá ampliar seu programa de flexibilização quantitativa, explica o analista.

Atitude de espera

“O mais provável é que o BCE se abstenha de novas medidas de QE, dado que a atitude de muitos membros de seu conselho de governadores é de espera”, disse Archer-

O próprio Draghi afirmou recentemente que seria prematuro pronunciar-se atualmente sobre a necessidade de novas medidas.

Draghi deverá deixar claro em Malta que o BCE está pronto fazer o que for preciso diante da baixa inflação da zona do euro e dos impactos da desaceleração dos países emergentes no crescimento mundial.

“Continuamos pensando que não em muito tempo será anunciada uma aceleração das compras de ativos”, disse Jenny McKeown, da Capital Economics.

O BCE se comprometeu, em seu programa de QE (Quantitative Easing), a injetar 1,1 trilhão de euros no sistema financeiro, a um ritmo de 60 bilhões de euros mensais até setembro de 2016, mediante a compra de ativos dos países da UE.

A baixa inflação pode ser percebida positivamente pelos consumidores, mas ela costuma resultar no adiamento de decisões sobre investimentos e compras, com um impacto de forte desaceleração econômica.

O BCE estima que um índice inflacionário apenas um pouco abaixo de 2% garantiria um crescimento equilibrado.

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