FMI pede alívio “incondicional e antecipado” da dívida grega

Além disso, o FMI afirma que é necessário o atraso nos prazos de vencimento no pagamento da dívida até pelo menos 2040

Washington – O Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu nesta segunda-feira um “alívio incondicional e antecipado” da dívida da Grécia para garantir que o programa de resgate financeiro ao país seja “sustentável”.

“Oferecer um componente incondicional e antecipado do alívio da dívida é fundamental para transmitir um sinal forte e crível aos mercados sobre o compromisso dos credores oficiais para assegurar que a dívida seja sustentável, algo que em si mesmo ajudaria a diminuir o custo financeiro nos mercados”, indicou o FMI em sua nova análise da dívida grega, a primeiro desde o passado verão.

Além disso, o FMI afirma que é necessário o atraso nos prazos de vencimento no pagamento da dívida até pelo menos 2040, e estabelecer os juros a um tipo fixo de 1,5% por 30 anos.

No documento, que foi publicado um dia antes da reunião do Eurogrupo de terça-feira em Bruxelas para discutir o programa e no qual também participarão representantes da instituição financeira internacional, o Fundo pediu que seja diminuídos os objetivos fiscais para fazê-los “mais plausíveis”, e os situa em 1,5% do PIB de déficit primário a médio prazo, contra os 3,5% marcados previamente.

De acordo com os novos cálculos do Fundo, a dívida cairia progressivamente de 180% do PIB atual, a 174% em 2020 e 167% em 2022. Se não for aplicado este alívio, poderia disparar até 250% em 2060.

O FMI ainda não confirmou sua participação no terceiro programa de resgate de 86 bilhões de euros à Grécia pactuado com os parceiros europeus, e expressou em reiteradas ocasiões suas dúvidas sobre esse plano.

O Fundo também afirma que Atenas deve acelerar o processo de reformas estruturais, depois do “ritmo extremamente gradual” registrado “nas generalizadas restrições nos mercados de produtos e serviços”.

Precisamente neste domingo, o parlamento grego aprovou, com os votos da coalizão governamental do Syriza e Gregos Independentes (Anel), a lei que inclui um aumento de impostos e um mecanismo de cortes automáticos com a qual quer convencer os parceiros do euro a concluírem a primeira revisão do terceiro resgate no Eurogrupo de desta terça-feira.

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