Produção cai para 35,5 pontos em dezembro, revela CNI

O indicador de produção industrial ficou em 35,5 pontos em dezembro, ante 40,9 pontos em novembro de 2015

Brasília – A indústria brasileira encerrou 2015 com queda na produção e no emprego e ociosidade recorde.

De acordo com a Sondagem Industrial divulgada nesta sexta-feira, 22, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o indicador de produção industrial ficou em 35,5 pontos em dezembro, ante 40,9 pontos em novembro de 2015.

Pela metodologia da pesquisa, valores abaixo dos 50 pontos indicam redução em relação ao mês anterior. O dado de dezembro divulgado nesta sexta é o menor valor da série mensal, iniciada em janeiro de 2010. Em dezembro de 2014, o indicador estava em 38,3 pontos.

Em dezembro, a utilização média da capacidade instalada (UCI) caiu para 62%, ante 66% registrados no mês anterior. É o menor porcentual já registrado em um mês pela pesquisa. Em dezembro do ano anterior, a utilização da capacidade instalada estava em 68%.

“A atividade industrial se reduziu em dezembro, movimento que ocorre todo o ano, refletindo o período de fim de encomendas para o fim do ano. Contudo, a queda da produção de dezembro de 2015 foi mais intensa que a observada em anos anteriores”, afirma a pesquisa.

Houve queda também no emprego em dezembro, com o indicador do número de empregados em 41,5 pontos (era 42 em novembro). Já o indicador que mede os estoques ficou em 46,6 pontos, menor da série.

“O índice mostra queda intensa dos estoques. Essa queda nos estoques propiciou o ajuste ao nível planejado pelas empresas”, completa a pesquisa. O índice de estoques efetivo-planejado recuou de 51,4 pontos para 49,8 pontos.

Condições financeiras

Houve uma redução na satisfação com a situação financeira das empresas.

No quarto trimestre, os índices de satisfação com a margem de lucro operacional e com a situação financeiras das empresas marcaram 33,2 e 38,8 pontos, respectivamente – valores menores do que 50 pontos indicam insatisfação.

Em relação ao quarto trimestre de 2014, houve queda de 7,4 e 7,2 pontos nos indicadores.

A pesquisa também indica que os empresários estão com dificuldade de acesso ao crédito (30,5 pontos no quarto trimestre). Já os preços das matérias-primas desaceleraram, mas ainda estão em elevação. O indicador ficou em 67,2 pontos no quarto trimestre, dois pontos abaixo do terceiro.

Expectativas

Os empresários começam o ano pessimistas em relação aos próximos seis meses. Quase todos os indicadores que medem expectativas estão abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que indica perspectiva negativa.

A expectativa de demanda está em 44,8 pontos, para o número de empregados em 41,3 pontos, para a intenção de investimento em 41,6 pontos e para a compra de matéria-prima em 43,6 pontos.

A única expectativa positiva é em relação à quantidade exportada, que os empresários esperam crescimento. O indicador ficou em 52,4 pontos.

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