IPCA para 2016 sobe de 6,50% para 6,64%

No caso de 2015, a mediana avançou de 10,04% para 10,33%, registrando a décima semana consecutiva em que há alta das estimativas para esta variável

Brasília – A mediana das projeções para o IPCA do ano ultrapassou o teto da meta no Relatório de Mercado Focus e está agora em 6,64%. No levantamento anterior, o ponto central da pesquisa estava em 6,50%.

No levantamento de quatro semanas atrás, em 6,22%. Os dados foram divulgados na manhã desta segunda-feira, 23, pelo Banco Central, que já avisou não focar mais 2016, mas, sim, 2017 em sua tarefa de levar a inflação para o centro da meta.

No caso de 2015, a mediana avançou de 10,04% para 10,33%, registrando a décima semana consecutiva em que há alta das estimativas para esta variável. Há quatro edições do documento, a mediana estava em 9,85%.

No caso do Top 5 de 2015, o ponto central da pesquisa passou de 10,28% para 10,53%. Há quatro semanas, essa mediana estava em 9,95%.

Para 2016, o grupo dos analistas que costuma acertar mais as estimativas, manteve a perspectiva para o IPCA em 6,98% pela segunda semana seguida. Quatro edições atrás do boletim Focus, estava em 7,30%.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o BC havia apresentado estimativa de 9,5% para este ano tanto no cenário de referência quanto no de mercado.

Pelos cálculos da instituição revelados no RTI, o IPCA para 2016 subiu de 4,8% para 5,3% no cenário de referência e passou de 5,1% para 5,4% no de mercado. Na ata do Copom mais recente, o BC informou que suas projeções subiram ainda mais tanto no cenário de mercado quanto no de referência.

Para a inflação de curto prazo, a estimativa para novembro subiu de 0,66% para 0,85% de uma semana para outra ante taxa de 0,60% verificada há um mês. No caso de dezembro, a taxa passou de 0,75% para 0,82%.

Quatro semanas atrás estava em 0,68%. As expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente subiram mais, passando de 6,76% para 7,13% – quatro edições atrás estavam em 6,50%.

Outros índices

Todas já na casa dos 10%, as previsões para os índice de preço no atacado voltaram a subir no Relatório de Mercado Focus. A mediana para o IGP-DI de 2015 passou de 10,54% para 10,90% – um mês atrás estava em 10,11%. Para 2016, a previsão central da pesquisa Focus saiu de 6,00% para 6,11% – quatro semanas atrás, estava em 6,00%.

No caso do IGP-M de 2015, a taxa mediana subiu de 10,26% para 10,38%, bem acima da expectativa apresentada um mês atrás, que era 9,59%. Para 2016, o ponto central da pesquisa avançou de 6,19% para 6,29% – quatro edições anteriores estava em 6,01%.

A estimativa para o IPC-Fipe, que mede a inflação para as famílias de São Paulo, subiu de 10,26% para 10,32%. no caso de 2015 – um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de 9,86%.

Para 2016, a expectativa avançou de 5,12% – taxa da semana passada e também de um mês antes – para 5,46% agora.

Preços administrados

Faltando praticamente um mês para fechar o ano, e as projeções do mercado financeiro para os preços administrados de 2015 ainda encontram espaço para subir.

De acordo com o Relatório de Mercado Focus, a mediana das expectativas para este ano avançou de 17,00% para 17,43% de uma semana para outra. Estava em 16,11% quatro edições atrás do documento.

Para 2016, no entanto, não houve mudança das expectativas. De acordo com o documento, a mediana das estimativas para os preços administrados do ano que vem segue em 7,00%, interrompendo uma série de nove elevações consecutivas das previsões.

Há um mês, a mediana das estimativas para essa variável estava em 6,60%.

O Banco Central voltou a revisar para cima sua projeção para os preços administrados de 2015 e 2016 em sua última ata do Comitê de Política Monetária (Copom).

Pelos cálculos do colegiado, o avanço será de 16,9% este ano, e não mais de 15,2% como constava na edição anterior – no documento julho estava em 14,8%; no de junho, em 12,7%; no de abril, a previsão era de 11,8%; no de março, de 10,7%, e, no de janeiro, de 9,3%.

Para 2016, a diretoria prevê taxa de 5,8% ante variação de 5,7% apresentada na ata anterior – também estava em 5,7% em julho, mas vinha de 5,3%, em abril e junho; de 5,2%, em março, e de 5,1%, em janeiro.

Para estimar a elevação desses itens, o BC considerou uma alta de 51,7% da tarifa de energia elétrica este ano – na edição anterior, a previsão era de 49,2%.

A diretoria também levou em conta a hipótese de elevação de 15% do preço da gasolina (antes estava em 8,9%) e de alta de 19,9% do preço do botijão de gás, substituindo a taxa de 15%.

No caso de telefonia fixa, a autoridade monetária suprimiu a apresentação de sua previsão na ata. No documento passado, a estimativa para este segmento era de uma baixa de 3,5%.

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