JPMorgan vê emissão recorde de dívidas de emergentes

O JPMorgan atualmente prevê que o aprofundamento da crise política alimentará uma emissão recorde até o ano que vem

Após chegar ao topo das classificações de títulos de mercados emergentes pela primeira vez em uma década com uma farra de empréstimos no Oriente Médio, o JPMorgan atualmente prevê que o aprofundamento da crise política alimentará uma emissão recorde até o ano que vem.

Os governos dos países em desenvolvimento provavelmente captarão mais de US$ 120 bilhões nos mercados internacionais de dívidas em 2017 após um volume semelhante neste ano, disse Stefan Weiler, chefe de mercados de capitais de dívidas do JPMorgan para a Europa Central, Leste Europeu, Oriente Médio e África, em entrevista.

A decisão do Reino Unido, em referendo, de deixar a União Europeia e as eleições iminentes nos EUA, na Alemanha e na França dificultam que o Federal Reserve eleve as taxas de juros, o que dá mais tempo para que os tomadores de empréstimos dos mercados emergentes vendam títulos antes que os custos aumentem.

O JPMorgan fez mais negócios com governos do que o Citigroup e o Deutsche Bank neste ano depois de ter ajudado a organizar transações de tamanho recorde para a Argentina em abril e para o Catar em maio.

O banco é um dos três escolhidos para a oferta de estreia da Arábia Saudita, disseram pessoas informadas sobre os planos em 27 de junho.

“A volatilidade do Brexit poderá fazer com que o Fed descarte o aumento dos juros e este sempre foi o maior medo dos tomadores de empréstimos dos mercados emergentes”, disse Weiler, 42, que entrou no JPMorgan em 1999 em Londres.

“As taxas de juros continuarão baixas, o que significa que a dívida de alto rendimento dos mercados emergentes deve permanecer atraente e ter demanda”.

Meganegócios

Após o histórico referendo de 23 de junho, os títulos dos países em desenvolvimento foram arrastados para um rali porque os investidores buscaram refúgio em relação às taxas de juros próximas de zero e à maior turbulência política na Europa.

Isto promete dar um segundo fôlego para as vendas, que já registram um ritmo sem precedentes após os governos terem levantado US$ 90 bilhões no primeiro semestre.

Na esteira da venda de US$ 9 bilhões do Catar, a maior da história no Oriente Médio, outros países da região estão organizando seus próprios meganegócios.

A Arábia Saudita, que nomeou o HSBC e o Citigroup para a operação, junto com o JPMorgan, avalia a captação de pelo menos US$ 10 bilhões dentro de alguns meses, disseram pessoas informadas sobre as discussões em junho.

O Kuwait oferecerá até US$ 9,9 bilhões, segundo seu Ministro das Finanças.

“Claramente o Oriente Médio é a principal região de crescimento”, disse Weiler.

“O aumento da emissão em muitos países será usado para financiar o déficit de receitas orçamentárias que é o resultado dos preços mais baixos do petróleo”.

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