KINGS: os 5 países africanos na ponta da economia digital

Quênia, Costa do Marfim, Nigéria, Gana e África do Sul: se você liga para economia digital, esses são os países africanos para ficar de olho

São Paulo – Quênia, Costa do Marfim, Nigéria, Gana e África do Sul.

Se você liga para economia digital, esses são os países africanos para ficar de olho.

O conceito dos KINGS (acrônimo em inglês para o grupo) foi popularizado por Eric Osiakwan, parceiro na Chanzo Capital, empresa de financiamento de risco e mentoria nesses países.

O que elas tem em comum são economias vibrantes, grandes investimentos em tecnologia e um setor de telecomunicações bem desenvolvido.

As startups africanas trouxeram US$ 185 milhões em financiamento no ano passado, segundo o Disrupt Africa, e os KINGS são os países (com exceção da Costa do Marfim) no topo da lista em startups, segundo o VC4Africa.

Os números não chegam a rivalizar com os de países desenvolvidos ou mesmo emergentes, mas estão subindo.

As startups quenianas, em especial, tiveram em 2015 seu melhor ano de financiamento desde 2010 e receberam US$ 47 milhões, segundo a Disrupt Africa. 

Ser parte de um grupo de países badalados não é garantia de sucesso (que o diga a África do Sul e os BRICS) e as dificuldades são muitas vezes as mesmas de outros setores (infraestrutura ruim, muita burocracia, falta de mão de obra qualificada, etc).

Mas o setor digital e seus apps e negócios estão criando soluções próprias para questões próprias e o maior exemplo disso é o setor de telecomunicações.  

Como a infraestrutura de bancos e da telefonia fixa nunca chegou a ser bem desenvolvida, o ramo de comunicação e pagamento via celular floresceu e é surpreendentemente desenvolvido mesmo em regiões remotas da África, o que impulsionou gigantes como a sul-africana MTN.

A Nigéria, um país de 173 milhões de habitantes, tem 133 milhões de usuários mobile, enquanto Gana tem mais assinaturas (29,5 milhões) do que pessoas (25,9 milhões).

Quênia, Nigéria e África do Sul também ficaram entre as economias para “ficar de olho” ou que estão despontando em uma avaliação sobre evolução digital publicada no ano passado pela Harvard Business Review.

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