Leilão depende de solução para risco hidrológico, diz AES

O governo já propôs uma alternativa para a solução do GSF, mas a opção não foi bem aceita pelos empresários

São Paulo – O presidente do grupo AES no Brasil, Britaldo Soares, afirmou nesta quarta-feira, 21, que a companhia está “acompanhando” o andamento da relicitação de 29 usinas a serem leiloadas no próximo dia 6 de novembro.

Sem comentar se o grupo integrará algum consórcio interessado nos ativos, o executivo salientou que o resultado do certame poderá estar vinculado a algumas variáveis, tais como as condições de financiamento e a solução encontrada pelo governo federal para o problema do risco hidrológico.

O governo federal almeja captar R$ 17 bilhões com o pagamento de outorgas por esses ativos, dos quais dois terços do montante deverão ser pagos ainda em dezembro.

“A condição de financiamento do setor, em geral, está bastante tomada”, afirmou Britaldo. “A questão do GSF também é uma variável que precisa ser resolvida. E quanto mais demorarmos, mais a situação ficará complexa”, complementa o executivo.

O GSF citado pelo presidente da AES é a sigla utilizada para identificar o déficit da geração hídrica, um problema que tem mobilizado representantes do governo federal e da iniciativa na tentativa de encontrarem uma solução.

O governo já propôs uma alternativa para a solução do GSF, mas a opção não foi bem aceita pelos empresários. “Como foi colocado originalmente é uma não solução”, afirmou o presidente da AES, em referência à quarta fase da discussão pública sobre o assunto.

Concluída essa etapa, o governo pretende dar andamento aos trâmites para que o projeto possa ser aprovado até o dia 4 de novembro, antevéspera do leilão, conforme revelou o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, em entrevista exclusiva concedida ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, na sexta-feira passada.

“Para o país seria muito bom alcançarmos uma solução para a questão do GSF”, diz Britaldo. A resolução do tema GSF é considerada fundamental para que o governo consiga captar os R$ 17 bilhões desejados, montante que seria destinado para amenizar o desequilíbrio das contas federais.

Diante das incertezas em relação ao tema, Britaldo evitou adotar uma posição mais assertiva sobre a possível participação da AES no certame.

“Estamos acompanhando”, limitou-se a dizer. Empresas como Cesp e CPFL já revelaram o interesse em participar de consórcios que disputarão os ativos do leilão.

O foco está principalmente em parceiros estrangeiros interessados nas usinas de Jupiá e Ilha Solteira, anteriormente controladas pela Cesp.

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