O que esperar da economia brasileira segundo o Itaú Unibanco

"O Temer herda de Dilma 2 uma economia melhor do que Dilma 2 herdou de Dilma 1", diz Caio Megale, economista do banco

25/05/2016 – 15:03

Fim da cobertura

Termina aqui a cobertura ao vivo da apresentação das projeções econômicas do Itaú Unibanco. Agradecemos a quem nos acompanhou até aqui.

25/05/2016 – 14:55

Resumo das previsões

Um resumo das projeções para o Brasil:

PIB: queda de 4% em 2016 e crescimento de 1% em 2017

Inflação: 6,9% em 2016 e 5% em 2017

Selic: 12,25% no fim de 2016 e 10% no fim de 2017

Superávit primário: -1,7% em 2016 e -1% em 2017

Câmbio: R$ 3,75 no final de 2016 e R$ 3,95 no final de 2017

Balança comercial: US$ 52 bilhões em 2016 e US$ 55 bilhões em 2017

Conta corrente: -0,9% do PIB em 2016 e -0,4% do PIB em 2017

25/05/2016 – 14:49

Previsão é que juros caiam de 14,25% para 10% em junho/2017

A previsão do banco é que a Selic seja cortada a partir de julho, já em 0,5 ponto percentual, com cortes sucessivos de mesmo grau nas 7 reuniões seguintes, levando a taxa de juros para 10,25% em junho do ano que vem. 

25/05/2016 – 14:37

Veja o gráfico de previsão de evolução dos gastos

25/05/2016 – 14:29

Teto proposto estabilizaria gasto como proporção do PIB

O banco simulou o comportamento do gasto do governo central em porcentagem do PIB com ou sem a aprovação do teto de gastos proposta ontem pelo governo.

Caso o Brasil tenha crescimento de 1% em média sem aprovação das medidas, o gasto vai dos 20% atuais para 24% em 2030.

Caso tenha crescimento de 3% em média com aprovação do teto, o gasto cai dos 20% atuais para próximo de 14% em 2030, o nível de 1997.

O gasto fica parado em proporção do PIB caso a medida não seja aprovada e o Brasil cresça 2% em média. 

25/05/2016 – 14:18

Inflação demonstra sinais de recuo

As expectativa de inflação estão recuando. O IPCA-15 foi forte em maio, mas os fundamentos apontam para queda nos próximos meses. 

A recessão e a piora no mercado de trabalho esfriam a demanda e o câmbio já não será mais um fator negativos pois os efeitos da alta do dólar no ano passado vão se dissolvendo:

“A variação cambial que vimos no ano passado está batendo no início de 2016 (…) mas essa pressão para a frente não vai ter”, diz Felipe Salles.

Instituições financeiras projetam inflação de 7,04% este ano

25/05/2016 – 14:09

Dólar não deve ficar abaixo dos R$ 3,50 no longo prazo

O banco traça um cenário para dólar com um leque de projeções menor do que nos últimos tempos agora que os grandes movimentos cambiais já aconteceram.

A previsão é que o dólar deve ficar entre R$ 3,75 e R$ 4 no final de 2016 e entre R$ 3,95 e R$ 4,25 no final de dezembro de 2017.

Isso leva em conta os aumentos de juros nos Estados Unidos com queda de juros no Brasil, e ao mesmo tempo a realização dos swaps feitos pelo Banco Central no mercado.

“A reversão do déficit em conta corrente é permanente”, diz Megale.

Ele nota que o “câmbio ideal” é algo como a beleza ideal em uma pessoa: “você não sabe descrever, mas sabe quando vê”.

Nos patamares atuais (R$ 3,50-R$ 4), estão minguando as reclamações de setores, o que sugere algum tipo de equilíbrio.

Dólar cai ante real após Congresso aprovar nova meta fiscal

25/05/2016 – 13:58

Varejo, consumo e serviços devem continuar patinando

A parte de varejo, consumo e serviços demora um pouco mais para se recuperar devido ao aumento do desemprego e a queda da renda, diz Felipe. Esse é um dos motivos que farão desta uma recuperação relativamente lenta.

25/05/2016 – 13:55

Emprego será “último vagão do trem” da recuperação

O mercado de trabalho é “o último vagão do trem”, diz Salles. Mesmo com a retomada da atividade, ele demora a reagir.

A previsão é que o desemprego medido pela PNAD, atualmente em 10,2%, chegue a 12,5% em dezembro deste ano e 13,5% em dezembro de 2017, quando criação de empregos formais deve voltar para o positivo e o desemprego voltar a cair. 

Desemprego só deve começar a cair no 2º semestre de 2017

25/05/2016 – 13:51

Indústria já parece próximo de voltar a crescer, diz Salles

A previsão do banco é que o segundo semestre tenha “relativa estabilidade” do PIB. Veja as previsões para os trimestres:

Primeiro Trimestre 2016: -0,8%

Segundo Trimestre 2016: -0,7%

Terceiro Trimestre 2016: -0,3%

Quarto Trimestre 2016: -0,1%

Primeiro Trimestre 2017: 0,4%

Segundo Trimestre 2017: 0,5%

Terceiro Trimestre 2017: 0,6%

Quarto Trimestre 2017: 0,6%

A indústria já parece bem próxima de uma volta do crescimento, diz Felipe. Isso acontece porque a demanda se estabiliza ao mesmo tempo em que os estoques já estão se esgotando.

25/05/2016 – 13:47

O fundo do poço já chegou – para alguns, pelo menos

“Já vemos sinais de que estamos chegando no fundo do poço e vamos começar a virar”, diz Felipe Salles, economista do banco.

Megale nota que a crise bate diferente em setores diferentes. O setor de automóveis entrou em crise na Copa e nunca mais voltou ao normal – mas os estoques já se esgotam, e por isso as montadoras começam a fazer novos pedidos para sustentar mesmo uma demanda menor.

Já o setor de serviços e entretenimento só está sentindo mais agora os efeitos da crise, porque não vive com estoques, e também porque as pessoas cortam primeiro o bem durável e de alto custo e só depois o seu lazer.

Moral da história: para alguns setores o fundo do poço já chegou, enquanto para outros a crise de fato só chegou agora.

Outra questão: na medida em que saem atores do mercado que entraram em falência, os que restam ganham participação.

Megale cita o caso de um restaurante que vê sua demanda aumentar na medida em que os outros restaurantes da rua fecham.

25/05/2016 – 13:32

Temer herda economia melhor do que Dilma herdou de si mesma

Os números de América Latina mostram que a apreciação do dólar perdeu espaço e a inflação começou a cair.

O balanço de 2016 na região vai de 9,8% de apreciação do real até -7,3% na Argentina.

“As grandes ondas cambiais já aconteceram”, diz Megale. Ele também nota que o ajuste necessário na Argentina é mais intenso que o brasileiro no momento:

“O Temer herda de Dilma 2 uma economia melhor do que Dilma 2 herdou de Dilma 1”, diz Megale.

Uma parte do ajuste já aconteceu: realinhamento cambial, melhora das contas externas, reajuste de preços administrados, desalavancagem e outros fatores.

Contas externas registram 1º resultado positivo desde 2009

25/05/2016 – 13:27

“Vitória de Trump não está precificada pelo mercado”

Projeções do banco de crescimento para EUA – 1,9% em 2016 e 2,1% em 2017

“A vitória do Trump está zero precificada pelo mercado”, diz Megale. Podemos ter “bastante emoção” nesse sentido,diz ele, já que algumas pesquisas recentes mostram uma corrida apertada.

Pesquisas indicam disputa apertada entre Hillary e Trump

25/05/2016 – 13:24

Federal Reserve pode errar por agir demais ou de menos

Megale diz que o Federal Reserve ficou na dúvida sobre as causas e consequências da melhora do mercado desde o início do ano:

“O mercado melhorou porque eu agi ou porque o pânico do começo do ano era exagerado?”

A posição do banco é que uma nova alta de juros vai acontecer em junho, talvez em julho, considerando as últimas sinalizações.

EUA caminham para a normalização de juros, diz membro do Fed

25/05/2016 – 13:19

Cenário está melhor para os emergentes

A avaliação do banco é que o cenário está melhor para os emergentes do que no começo do ano. Os preços de commodities estão se recuperando, o câmbio chinês se estabilizou e a fuga de capitais foi relativamente contida. 

“Parte desta normalização foi por ação dos bancos centrais globais”, diz Caio Megale. Nisso está incluída a decisão do Federal Reserve de não subir juros por enquanto.

25/05/2016 – 13:16

Previsão para PIB: -4% em 2016 e 1% em 2017

A projeção do banco é que a economia brasileira tenha contraído 0,8% no primeiro trimeste. Está mantida a previsão de queda total de 4% em 2016 com crescimento de 1% em 2017.

25/05/2016 – 13:14

Começa a apresentação

Começa agora a reunião do Itaú Unibanco com jornalistas para apresentar previsões para a economia brasileira e mundial.

É a primeiro edição desde que Ilan Goldfajn, que era o economista-chefe do banco e conduzia as reuniões, foi convocado para liderar o Banco Central.

Felipe Salles e Caio Megale são os economistas do banco que participam desta vez.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s