Racionamentos empurrariam recessão de 0,5% para 1%, diz Itaú

Expectativa do banco é que 2015 termine com inflação de 7,4% e recessão de 0,5%; América Latina está na "quarta-feira de cinzas", diz Ilan Goldfajn

11/02/2015 – 14:35

Fim da cobertura

Termina aqui a cobertura da reunião de perspectivas do Itaú BBA para a economia brasileira e mundial. Obrigado a todos que nos acompanharam até aqui.

11/02/2015 – 14:24

Investidor quer “saber como será a travessia”, diz Megale

Caio Megale diz que o interesse continua no Brasil, alguns fundamentos são bons (como ambiente institucional e tamanho de mercado, por exemplo) mas aumentaram as dúvidas sobre o curso prazo: “os investidores querem entender como vai ser essa travessia 2015-2016”.

11/02/2015 – 14:16

Projeção é de alta do desemprego para 6,3% até dezembro

Resumo das projeções-base:

Crescimento do PIB: -0,5% em 2015 e 1% em 2016

Desemprego: 6,3% em dez/2015 e 6,5% em dez/2016

Inflação: 7,4% em 2015 e 5,5% em 2016

Selic: 12,5% em dez/2015 e 12,5% em dez/2016

Superávit primário: 1,2% em 2015 e 2% em 2016

Câmbio: R$ 2,90 em dez/2015 e R$ 3 em dez/2016

Déficit em conta corrente: -3,8% em 2015 e -3,5% em 2016

11/02/2015 – 14:11

Projeção é de dólar a R$ 2,90 em 2015 e R$ 3 em 2016

De acordo com o Itaú, o dólar está forte e o real deve depreciar ainda mais para ajustar o déficit em conta corrente, que está recorde. A expectativa para o câmbio é de R$ 2,90 em 2015 e R$ 3 em 2016.

Déficit em conta corrente atinge US$ 90,948 bi e é recorde

11/02/2015 – 14:01

Ajuste fiscal de 2015 já “larga do box”

“Ninguém no mercado questiona que o governo quer fazer um ajuste fiscal”, diz Caio Megale, a dúvida é se vai conseguir o apoio político e no Congresso para isso.

O resultado primário de 2014 foi o pior da série histórica, o que significa que o ajuste fiscal de 2015 já “larga do box”.

Brasil fecha 2014 com déficit primário de R$32,536 bilhões

11/02/2015 – 13:58

Inflação deve fechar ano em 7,4%

A expectativa é que a inflação termine o ano em 7,4%, estourando o teto da meta apesar de ter esfriado a alta de preços de serviços.

A inflação alta decorre principalmente da alta de preços administrados que estavam contidos – como energia, gasolina e transporte. Isso libera um “cenário mais limpo” para 2016, para qual a projeção é de 5,5%. O recuo previsto de 1,9 ponto percentual de um ano para o outro seria o maior desde 2006.

O vai e vem que culminou na maior inflação mensal desde 2003

11/02/2015 – 13:52

Brasil requer “trindade impossível” na política econômica

De acordo com o banco, Brasil precisa de uma “trindade impossível” na política econômica: apoio político, forte aperto monetário, e alcance da meta fiscal. O apoio político para as medidas necessárias para o ajuste fiscal ficaram mais difíceis com os conflitos no Congresso e a queda de popularidade.

Vitória de Educardo Cunha dificulta planos do governo

11/02/2015 – 13:46

Racionamentos levariam recessão de 0,5% para 1,1% em 2015

Alguns fundamentos da situação atual: baixos índice de confiança, alto estoque na indústria e baixa intenção de compra de bens duráveis.

Com apagão e racionamento de água, queda do PIB em 2015 dobra de 0,5% para 1,1%. O modelo supõe que uma queda de 1% na oferta de energia causa queda de 0,1% no PIB. O aumento de preço, que já está contabilizado, também tem seu impacto.

O efeito do racionamento de água é mais difícil de estimar, pois não há um exemplo histórico como o do apagão de 2001. Mas a estimativa é que uma diminuição da vazão de 5 metros cúbicos por segundo come 0,2 ponto percentual de crescimento do PIB.

11/02/2015 – 13:39

PIB ficou em zero em 2014

Varejo continua em “acomodação” porque os fundamentos do consumo – inflação, renda real, confiança, etc. – estão mais fracos. Na indústria, a mesma coisa.

Com isso, o banco calcula que o PIB mensal tenha caído 1,5% em dezembro e tenha uma leve recuperação de 0,7% em janeiro, mas sem compensar a queda.

Projeção para o 4o trimestre do PIB é de crescimento zero e de estagnação no acumulado do ano.

Queda nas vendas do varejo em dezembro é a pior histórica

11/02/2015 – 13:34

América Latina está na “quarta-feira de cinzas”

Na América Latina, países estão “pagando pelo que fizeram no carnaval”. Caio Megale completa: como no Brasil o carnaval é mais animado, a ressaca também é pior.

Expectativa para 2015 é de segundo ano de recessão na Argentina e queda ligeira do crescimento na Colômbia; Peru e México devem acelerar, este segundo graças à forte ligação com um Estados Unidos que está indo bem.

11/02/2015 – 13:31

Risco na Europa é político

Risco na Europa é político: a renegociação da dívida da Grécia pode fazer com que o país saia da zona do euro, e partidos anti-austeridade e com orientação anti-europeia tem crescido nas intenções de voto em vários lugares do continente, seja à esquerda ou à direita. Alguns exemplos: o Podemos na Espanha e a Frente Nacional na França.

Quem é Yanis Varoufakis, o grego que precisa dobrar a Europa

11/02/2015 – 13:26

Brasil deve ter recessão de 0,5% em 2015, diz banco

O banco espera que o Brasil terá crescimento negativo no primeiro trimestre e uma recessão de 0,5% no acumulado do ano, abaixo do previsto pelo último boletim Focus. Racionamentos de água e energia podem comer mais meio ponto percentual desta taxa.

A expectativa de inflação no final do ano foi de 7,1% para 7,4%. A expectativa é que a meta de superávit primário de 1,2% seja cumprida, mas com muito mais esforço e dificuldade.

Focus reduz previsão de expansão do PIB de 0,03% para zero

11/02/2015 – 13:23

Política monetária de Brasil e Estados Unidos na “contramão”

Política monetária: da mesma forma que os Estados Unidos está na contramão dos outros países desenvolvidos, Brasil está “na contramão” da América Latina, subindo juros enquanto outros da região cortam.

11/02/2015 – 13:20

Um mundo de juros baixos – com exceção dos Estados Unidos

Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco, começa a apresentação com um panorama do cenário internacional: um mundo com juros baixos.

A exceção é os Estados Unidos, que finalmente sai “de forma robusta” da crise da 2008 e por isso deve aumentar seus juros em breve – perspectiva que tem contribuído para a queda do real.

Dólar dá continuidade a escalada ante real

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