Retração do PIB em 2015 passa de 3,10% para 3,15%

O PIB brasileiro caiu 2,6% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro e 1,9% ante o mesmo período de 2014

Brasília – Depois de mais uma queda do IBC-Br em setembro, o Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira, 23, ajustes para as expectativas em torno dos dados de atividade do país.

De acordo com o documento divulgado pelo Banco Central, a perspectiva de retração do Produto Interno Bruto (PIB) do ano que vem passou de 2,00% para 2,01%. Há um mês, a mediana das projeções estava em -1,43%.

Para 2015, a perspectiva de contração aumentou de 3,10% para 3,15% – um mês antes estava em queda de 3,02%.

Segundo o IBGE, o PIB brasileiro caiu 2,6% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro e 1,9% ante o mesmo período de 2014. No início do mês que vem, o Instituto trará o resultado da economia no terceiro trimestre de 2015.

No Relatório Trimestral de Inflação de setembro, o BC revisou de -1,1% para -2,7% sua estimativa para a retração econômica deste ano.

No caso da produção industrial, a mediana das expectativas para 2015 passou de -7,40% para -7,50% – um mês antes estava em -7,00%. Para 2016, voltou de -2,15% para -2,00%. Há quatro semanas, estava em -1,50%.

Já na relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB de 2015, a projeção dos analistas ficou inalterada em 35,50% de uma semana para outra – quatro edições antes estava em 35,85%. Para 2016, no entanto, a taxa subiu de 39,40% para 40,00% – um mês antes estava em 39,20%.

Superávit comercial

Com a proximidade do final do ano, a melhora das estimativas para o setor externo no Relatório de Mercado Focus começa a perder força.

No documento divulgado pelo Banco Central, a mediana das projeções para a balança comercial de 2015 ficou congelada em US$ 14,95 bilhões de uma semana para outra. Quatro boletins atrás, estava em US$ 14 bilhões.

Para 2016, o ponto central da pesquisa também foi deslocado de US$ 30,55 bilhões para US$ 31,78 bilhões – quatro edições atrás do documento, estava em US$ 26,30 bilhões.

As previsões para a conta corrente, por sua vez, passaram por ajustes para baixo ante a semana anterior. No caso de 2015, passou de US$ 64,85 bilhões para US$ 64,35 bilhões – um mês antes estava em US$ 65 bilhões.

Já para 2016, a perspectiva de saldo negativo diminuiu de US$ 40,95 bilhões para US$ 39,10 bilhões – um mês antes estava em US$ 46,35 bilhões.

Nos últimos meses, segundo participantes, os analistas tentam reestimar as projeções levando em consideração a mudança de metodologia da nota do setor externo, em abril.

A mediana das previsões para o novo Investimento Direto no país (IDP) permaneceu em US$ 62,80 bilhões para 2015 de uma semana para outra e avançou de US$ 58 bilhões para US$ 59 bilhões no caso de 2016. Quatro semanas atrás, estava em US$ 59 bilhões.

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