Retração do PIB em 2016 passa de 2,31% para 2,67%

Focus: para 2015, a perspectiva de contração do PIB saiu de 3,50% para 3,62%

Brasília – O Relatório de Mercado Focus pintou um quadro ainda mais negro para a atividade do País neste e no próximo ano.

O documento divulgado na manhã desta segunda-feira, 14, pelo Banco Central (BC) trouxe que a perspectiva de retração da atividade do ano que vem passou de 2,31% para 2,67%. Há um mês, a mediana das projeções estava em -2,00%.

Para 2015, a perspectiva de contração do Produto Interno Bruto (PIB) saiu de 3,50% para 3,62% – um mês antes estava em queda de 3,10%.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o BC revisou de -1,1% para -2,7% sua estimativa para a retração econômica deste ano. Uma nova edição desse documento será divulgada até o Natal.

De acordo com o Focus, a mediana das expectativas para a produção industrial de 2015 saiu de -7,60% para -7,70% (um mês antes estava em -7,40%).

Para 2016, o tombo foi ainda maior: passou de -2,40% para -3,45%. Há quatro semanas, estava em -2,15%.

Já na relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB de 2015, a projeção dos analistas passou por um leve ajuste, saindo de 35,55% para 35,50% – quatro edições antes estava justamente em 35,50%.

Para 2016, a taxa passou de 40,00% para 40,40% – um mês antes estava em 39,40%.

Superávit comercial

O Relatório Focus revelou manutenção das estimativas dos analistas para a balança comercial de 2015, em US$ 15 bilhões. Quatro boletins atrás, estava em US$ 14,95 bilhões.

O ponto central da pesquisa de 2016 também ficou paralisado em US$ 31,44 bilhões – quatro edições atrás do documento, estava em US$ 30,55 bilhões.

Já as previsões de déficit para a conta corrente de 2015 sofreram ajuste, passando de US$ 64,40 bilhões para US$ 64,00 bilhões – um mês antes estava em US$ 64,85 bilhões.

Para 2016, a perspectiva de saldo negativo foi alterada de US$ 39,68 bilhões para US$ 39,52 bilhões – um mês antes estava em US$ 40,95 bilhões.

Nos últimos meses, segundo participantes, os analistas tentam reestimar as projeções levando em consideração a mudança de metodologia da nota do setor externo, em abril.

A mediana das previsões para o novo Investimento Direto no País (IDP) saiu de US$ 62,60 bilhões para US$ 62,40 bilhões para 2015. Um mês atrás, estava em US$ 62,80 bilhões.

Para 2016, caiu de US$ 57 bilhões para US$ 55 bilhões. Quatro semanas atrás, estava em US$ 58 bilhões.

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