2016, o ano em que perdemos grandes mestres

Leonard Cohen, cantor e compositor canadense, morreu aos 82 anos e fez crescer o time de craques que nos deixou recentemente

Na segunda-feira (07) Leonard Cohen, 82 anos, cantor e compositor canadense, faleceu. Mas foi apenas na noite de quinta (10) que ficamos sabendo da notícia através da Sony Music, que não revelou a causa de sua morte. Recentemente, Cohen havia declarado que estava pronto para morrer. Depois, disse que estava exagerando e garantiu que pretendia viver para sempre. Durante sua carreira, Cohen – que também era poeta e romancista – publicou 14 álbuns e compôs várias canções gravadas por centenas de artistas. Cohen ainda explorou temas como amor, sexo e religião e sempre foi  obcecado pela espiritualidade e pela morte. Abaixo, Hallelujah, a música que precisou de mais de 80 rascunhos antes de ficar pronta.

Abaixo, mais 5 provas de que perdemos muita coisa boa em 2016

David Bowie

9th July 1973: Pop singer David Bowie prepares to do some mileage with British Rail. (Photo by Smith/Express/Getty Images) Crédito: Smith/Express/Getty Images

Crédito: Smith/Express/Getty Images (Smith / Stringer/Getty Images/)

A morte de David Bowie, vítima de câncer, foi anunciada dia 10 de janeiro, dois dias depois de seu 69º aniversário. Durante toda sua vida artística, David Bowie foi uma figura enigmática, então nada mais justo que sua morte tenha acontecido no meio de uma série de coincidências: o camaleão morreu dois dias depois do lançamento de sua último disco, Blackstar. O single do álbum, de nome homônimo, ganhou um clipe que mostrava Bowie em uma cama de hospital em seu leito de morte com uma música cuja a letra falava sobre a morte. Se existia alguma dúvida que Bowie era de outro planeta, após o dia 10 de janeiro, ela ficou ainda mais forte.

Prince

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Prince morreu no dia 15 de abril, aos 57 anos, vítima de uma overdose. O artista foi um dos últimos a resistir ao mundo digital. Sua ausência das plataformas de streaming porém, não tirou o brilho de uma figura que era muito mais do que mostrava. Grande cantor e figura misteriosa, Prince também era exímio guitarrista. Quando questionado sobre como se sentia ao ser o melhor guitarrista do mundo, Eric Clapton respondeu: “não sei, pergunte ao Prince”, tamanho o respeito e admiração ao sete vezes ganhador de Grammy, um Oscar e um Grammy. 

Muhammad Ali

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“É difícil ser humilde quando você é tão bom quanto eu”, disse Muhammad Ali, que morreu no dia 06 de junho aos 74 anos. Ali talvez tenha sido o maior atleta de todos os tempos, seja por seu comportamento dentro dos ringues, dominante e provocante, ou por sua atuação fora dele, lutando pelos direitos civis e enfrentando o establishment. Iniciou carreira como Cassius Clay e venceu o ouro olímpico e seu primeiro cinturão contra Sonny Liston. Porém sua carreira tomou outra direção quando se converteu ao islamismo e se recusou a se alistar no exército americano, o que lhe rendeu acusação criminal e banimento dos ringues em 1967. Foi só em 1970 que Ali voltou aos ringues consolidando seu estilo inconfundível com lutas históricas – com destaque para o Rumble In The Jungle, luta contra George Foreman no Zaire, considerada até hoje a maior luta de todos os tempos.

Hector Babenco

Foto: Gareth Cattermole/Getty Images Foto: Gareth Cattermole/Getty Images

Foto: Gareth Cattermole/Getty Images (/)

Dos argentinos mais brasileiros que existiram, Hector Babenco morreu no dia 13 de julho, aos 70 anos. O cineasta foi uma das figuras mais importantes do cinema brasileiro da segunda metade do século. O Beijo da Mulher Aranha, sua maior obra, ganhou destaque internacional, dando a Sônia Braga uma indicação ao Globo de Ouro e a Babenco o título de primeiro diretor latino americano a ser indicado para o Oscar. Durante toda a vida, o diretor lutou câncer linfático, o que minou seu trabalho criativo durante a década de 1990. Mesmo assim, Babenco ainda dirigiu Carandiru em 2003 e Meu Amigo Hindu, seu último trabalho que abriu a Mostra de Cinema de São Paulo em 2015.

Carlos Alberto Torres (O Capita)

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Carlos Alberto Torres, capita, o homem que peitava Pelé, capitão do tri, faleceu há menos de um mês, no dia 25 de outubro, aos 72 anos. Entre as muitas alcunhas, algo é inegável: o lateral direito foi um dos maiores jogadores do Brasil. Apesar de ser Fluminense de coração, foi no Santos que deixou sua maior marca no futebol de clubes compondo a máquina que contava com Pelé, Pepe, Coutinho e Mengálvio (já no fim de sua passagem pelo time). Lá foi bi-campeão brasileiro e cinco vezes campeão paulista. Teve rápida passagem como técnico, com seu maior feito tendo sido ser campeão brasileiro com o Flamengo em 1983. Na seleção, foi o autor de um dos maiores gols da história das copas, e talvez o mais reprisado da história: o quarto e decisivo gol contra a Itália na final de 1970. Um líder nato, mostrava isso dominando a lateral direita do campo como poucos e defendendo seus companheiros até o final dos 90 minutos.

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