Coleção O Livro do Disco conta a história de álbuns clássicos

De Velvet Underground a Tom Zé, seis volumes destrincham detalhes de discos icônicos

Em uma época que se discute com afinco, pelo menos no Brasil, a divulgação de biografias não autorizadas de grandes artistas, surge uma coleção que pretende buscar outro viés da música: grandes álbuns.

O Livro do Disco (Cobogó Editora, 2014) traz seis ensaios sobre grandes obras do mundo da música – três internacionais e três nacionais. O lado gringo traz The Velvet Underground and Nico (1967), do Velvet Underground (escrito por Joe Harvard); Daydream Nation (1988)”, do Sonic Youth, (escrito por Matthew Stearnsr) e Endtroducing (1996), do DJ Shadow (escrito por) Eliot Wilder. As três obras são parte da coleção 33 e 1/3, da editora Bloomsbury.

O lado brasileiro, por sua vez, teve os discos escolhidos pela própria Cobogó. Os álbuns nacionais são  A tábua da Esmeralda (1974) de Jorge Ben (escrito por Paulo da Costa e Silva), Estudando o Samba (1976) de Tom Zé (escrito por Bernardo Oliveira) e LadoB LadoA (1999), d’O Rappa (escrito por Fred Coelho). A VIP leu o ensaio sobre o icônico The Velvet Underground and Nico e te conta o que você pode encontrar no livro.

 

A capa lendária do álbum. (Créditos: Reprodução) A capa lendária do álbum. (Créditos: Reprodução)

A capa lendária do álbum. (Créditos: Reprodução) (/)

 

The Velvet Underground and Nico foi um fracasso na época de seu lançamento. Ignorado pela crítica, os shows da banda atraíam apenas algumas poucas pessoas – que sequer sabiam quem eram aqueles músicos estranhos que pareciam não se importar muito com o que acontecia ao redor deles. O álbum se perdeu por alguns anos, até desaguar no movimento punk, graças a suas letras contestadoras, sempre ambientadas num universo de sexo e drogas. Eram o verdadeiro Do It Yourself que as gerações seguintes de músicos usou e abusou – e não estamos falando de qualquer banda de garagem: é sabido que o Velvet influenciou grupos muito importantes como oNirvana, Pixies, The Stooges, Talking Heads Strokes.

O Livro do Disco - The Velvet Underground and Nico (Créditos: Divulgação) O Livro do Disco – The Velvet Underground and Nico (Créditos: Divulgação)

O Livro do Disco – The Velvet Underground and Nico (Créditos: Divulgação) (/)

Joe Harvard, o produtor musical que assina o livro, buscou cada traço das origens do álbum, incluindo o encontro entre John Cale e Reed, a criação da capa feita por Andy Warhol  e seu papel determinante para a inclusão de  Nico na banda – que, apesar de contestada, tornou-se vital para a importância do álbum em questão.

Dedicando dezenas de páginas a esmiuçar cada uma das canções do disco, Harvard aproveita para fazer comparações e refletir, ainda mais, sobre a importância da banda no futuro da música: Sunday Morning, faixa inicial, é tida como a “mãe” de Every Breath You Take, gravada em 1983 pelos ingleses do The Police. Em meio a pesquisas, entrevistas com gente que participou dessa história e devaneios pessoais, o autor tenta ao máximo fazer jus a um disco que deveria ser obrigatório para qualquer fã de música.

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