Como aproveitar melhor o Dia Nacional da Cachaça

Para fugir da ressaca e aprimorar a feijoada, listamos tudo que você precisa saber - e fazer - para não deixar essa data tão especial passar em branco

Provavelmente você curte degustar uma cachacinha. E a existência da “marvada” é comemorada hoje (13 de setembro). A bebida que, de tão importante, é considerada patrimônio cultural do Rio de Janeiro, tem uma representação ainda mais especial num estado vizinho ao carioca: Minas Gerais. Tanto que, Itamar Franco, quando governador do estado, decretou o Dia da Cachaça Mineira 21 de maio, data que marca o início da safra de cana-de-açúcar em Minas.

A cachaça está entre as três bebidas destiladas mais consumidas no mundo e Minas Gerais é o Estado que concentra a maior quantidade de produtores de cachaça artesanal. De acordo com dados divulgados pelo SEBRAE, estima-se que há mais de 4 mil marcas por lá.

E para você não deixar essa ~comemoração~ passar em branco, montamos um pequeno guia com tudo que você precisa saber sobre a branquinha.

5 cachaças que não podem ficar de fora do seu bar caseiro

Saliníssima

  (Créditos: Divulgação)

(Créditos: Divulgação) (/)

Cachaça artesanal. O processo de envelhecimento acontece em barris de bálsamo, o que confere à bebida um sabor amadeirado.

Yaguara Ouro

  (Créditos: Divulgação)

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Envelhecida em duas madeiras brasileiras, cabreúva e amburana, com carvalho. É indicada para quem curte fazer coquetéis.

Santo Grau Solera Pedro Ximenes

  (Créditos: Divulgação)

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Envelhecida em barricas de carvalho que descansavam o vinho Jerez Pedro Ximenes. No paladar, são notáveis as características amadeiradas.

Reserva 51

  (Crédito: Divulgação)

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Lançada em comemoração aos 50 anos da Cia. Müller. É envelhecida em barris de carvalho.

Middas The Golden Touch

  (Créditos: Divulgação)

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Armazenada durante dois anos em tonéis de madeira de amendoim do campo. Um frasco com flocos de ouro comestível de 23 quilates acompanha o produto.

Acadêmicos da Caipirinha Perfeita

Três receitas feitas por Deusdete Souza, barman do bar Veloso, em São Paulo, para deixar todo mundo impressionado


Limão

  (Foto: Tomás Arthuzzi)

(Foto: Tomás Arthuzzi) (/)

Ingredientes: 
• 1 e ½ limão taiti bem verde
• 2 colheres de sobremesa de açúcar
• 75 ml de cachaça branca
• gelo

Modo de preparo
Corte o limão em quatro partes e retire o miolo branco. Corte a outra metade em fatias bem finas e reserve. Coloque as quatro partes num copo e acrescente o açúcar. Macere levemente, deixando alguns bons pedaços, acrescente gelo e só depois a cachaça. Misture uniforme e levemente usando uma colher bailarina (ou um palito de picolé, por exemplo).

Atenção
Nunca esqueça de tirar a columela, aquele miolinho branco do limão. Ele pode arruinar sua caipirinha com amargor. Procure limões com a casca bem lisa, são os que geralmente têm mais suco.


Tangerina com Pimenta

  (Foto: Tomás Arthuzzi)

(Foto: Tomás Arthuzzi) (/)

Ingredientes
• ½ tangerina
• 1 colher de sobremesa de açúcar
• 1 pimenta-dedo-de-moça
• 70 ml de cachaça branca
• gelo

Modo de preparo
Fatie a tangerina em pedaços finos, acrescente o açúcar e macere levemente, deixando pedaços dos gomos e encha o copo de gelo. Na lateral do copo, apoie uma pimenta-dedo-de-moça. Junte a cachaça, misturando uniforme e levemente.

Atenção
Use sempre cachaça de boa qualidade. Bons ingredientes não conseguem disfarçar uma má cachaça.


Caju com limão

  (Foto: Tomás Arthuzzi)

(Foto: Tomás Arthuzzi) (/)

Ingredientes
• ½ caju
• ½ limão taiti
• 1 colher (sobremesa)
de açúcar
• 70 ml de cachaça branca
• gelo

Modo de preparo
Corte o caju e o limão em fatias finas. Junte as duas frutas no copo e acrescente o açúcar. Macere levemente, deixando bons pedaços, e acrescente cubos de gelo. Junte a cachaça e misture uniforme e levemente. Dica: para esta receita, procure cachaças com teor alcoólico mais baixo.

Atenção
O uso da coqueteleira é opcional. No caso da caipirinha tradicional, não há necessidade. Para outras frutas que não o limão, a coqueteleira ajuda a deixar mais refrescante a bebida. Prefira maceradores de alumínio ou polipropileno, são mais higiênicos que os tradicionais de madeira.

Nascidas uma para a outra

  (Foto: André Fortes)

(Foto: André Fortes) (/)

A feijoada nasceu para a caipirinha – e vice-versa. Pensando nisso, aprenda os truques aplicados no Bar da Dona Onça, que serve uma das melhores feijucas de São Paulo,  

  1. Use carnes frescas

As carnes salgadas – pé, orelha, rabo, língua e carne-seca – precisam ficar de molho por muito tempo e, mesmo assim, acabam deixando o prato com uma quantidade exagerada de sódio. Substitua por carne fresca (no caso da carne-seca, por carne-de-sol, bem menos salgada), e você terá uma feijoada muito mais leve. Orelha, rabo e pé podem ser trocados entre si – dá para pôr dois rabos e nenhuma orelha, por exemplo -, mas é importante usá-los para soltar a gelatina que vai dar consistência ao caldo.

  1. Escolha e guarde bem o feijão

Olhe a data de empacotamento: quanto mais novo o feijão, melhor. Guarde os grãos crus no congelador (segundo Janaína, isso os mantém hidratados) e não os deixe de molho antes de cozinhar.

  1. Monte a panela em camadas

Numa panela bem grande, prepare a receita (para dez pessoas) como no esquema a seguir, com as peças de carne inteiras. No topo do caldeirão ficam as carnes que cozinham mais rápido e podem, portanto, ser retiradas antes.

Ingredientes do refogado:

  • 2 cebolas grandes picadas
  • 1 cabeça de alho picada
  • 4 colheres (sopa) de banha ou óleo
  • 200 ml de cachaça e água (o bastante para cobrir a feijoada)
  • 1 paio e 1 linguiça calabresa defumada
  • 300 g de costelinha defumada
  • 300 g de bacon
  • 1 máscara de porco (peça com a bochecha e o focinho do animal)
  • 1 orelha de porco
  • 1 língua bovina limpa
  • 1 pé e 1 rabo de porco
  • 500 g de carne-de-sol
  • 1 kg de feijão-preto
  • 1 laranja-baía cortada ao meio com 4 cravos espetados
  • 2 folhas de louro

Preparo:

  • Ligue o fogo e espere ferver. Retire a espuma que se formar no topo.
  • Remova as linguiças, pique-as e deixe reservado. Repita o processo com todas as camadas de carne, assim que elas forem ficando macias (teste com um garfo).
  • Remova as laranjas. Faça um refogado com a cebola e o alho e adicione-o ao feijão. Deixe engrossar.
  • Devolva as carnes picadas à feijoada e reserve.
  1. Sirva apenas no dia seguinte

Feijoada do dia anterior é sempre mais saborosa. Aqueça até que se forme uma espécie de nata na superfície do caldo. Ajuste o sal se for preciso.

  1. Suavize os acompanhamentos

Como a feijoada já tem muita gordura suína, você não precisa refogar a couve nem fritar banana à milanesa. A feijoada da Dona Onça, além da costelinha assada e dos tradicionais arroz, torresmo e farofa, investe nos seguintes acompanhamentos:

  • Salada de couve: crua, cortada bem fininha e temperada com limão, azeite e sal.
  • Tartar de banana: bananas-nanicas picadas em cubos, cebola-roxa picada, salsinha, cebolinha, pimenta-biquinho, suco de limão, sal e azeite.
  • Legumes: abóbora e maxixe cozidos no caldo do feijão.

Não pode estragar…

Não é de beber sempre e tem medo que suas garrafas de cachaça estraguem? Chegamos para te salvar. 

Quanto tempo a garrafa resiste fechada:
Em tese, a validade de um destilado é indeterminada, mas, depois de mais ou menos vinte anos, a bebida irá perder características marcantes.

Em quanto tempo consumir depois de aberta:
Em até oito meses – época em que começa a sofrer oxidação e evaporação. Quem não é especialista, porém, só começa a perceber tais mudanças depois de dois anos, mais ou menos.

Como prolongar a vida útil:
Deixar longe da luz do sol e preservar a garrafa em lugares com pouca umidade.

Depois da festa, a ressaca. Ou não!

  Foto: Alex Silva

Foto: Alex Silva (/)

Evite exageros – mas, se enfiar o pé na jaca, a VIP também te ajuda a sair dessa tão bem quanto entrou. 

O vilão
Há um certo risco quando a cachaça é produzida em alambiques artesanalmente. “As leveduras fermentam e a manutenção incorreta pode causar contaminação”, explica a nutricionista Fúlvia Hazarabedian. Além disso, a combinação do açúcar com as toxinas da cachaça pode causar retenção de líquido, deixando você inchado.

O antídoto
Suco diurético. Aposte na melancia com gengibre. “O primeiro alimento é diurético e ajuda a hidratar. Já o segundo é antioxidante e termogênico, ajudando na circulação”, explica Fúlvia. Você pode beber no dia seguinte ou depois da farra.

No caldeirão
Bata uma fatia de melancia com duas lâminas de gengibre e um pouco de água. Sirva gelado.

Ritual
Tomou uma dose de cana, beba de 250 a 300 ml do suco; três doses, de 500 a 750 ml.

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