Como escolher o vinho certo e sem erro

Os fatores vão além da cor da bebida e da variedade da uva

Combinar com carne ou peixe? Guardar ou beber agora? As respostas a essas dúvidas dependem de fatores que vão além da cor do vinho e da variedade da uva. Só há frutas brancas e tintas, mas a força aromática e o corpo (sensação de densidade) variam muito de acordo com o clima dos vinhedos, o solo, os métodos usados pelo produtor…

Brancos frescos e leves

São de paladar seco, com acidez acentuada. Não costumam passar por barril e sua cor vai do quase transparente ao amarelo-esverdeado. Melhor beber estes vinhos enquanto jovens – procure safras recentes.

Exemplos: chardonnay de Chablis, albariño, alguns riesling alemães, alguns sauvignon blanc

Brancos aromáticos

São, é claro, vinhos de aroma bastante acentuado. Esses aromas podem ser florais (de rosas, por exemplo) ou frutados (como pêssego ou lichia). Também costumam ter alta acidez, mas a sensação muitas vezes é atenuada por um teor elevado de açúcar residual. Não passam por barril.

Exemplos: riesling da Alsácia e da Nova Zelândia, gewürztraminer

Brancos de corpo médio

Pouco aromáticos, estes são alguns dos melhores vinhos para acompanhar comida. Na boca, são mais “cremosos” que os vinhos brancos leves, mas ainda têm uma acidez marcante. Estes vinhos podem ser fermentados ou envelhecidos em madeira, mas não costumam amadurecer por muito tempo em barril.

Exemplos: chardonnay da Borgonha, brancos de Bordeaux, sauvignon blanc do Loire e da Nova Zelândia

Brancos encorpados

Nestes vinhos, o frescor dá lugar a aromas amanteigados, de baunilha e de mel produzidos pela passagem em barris de carvalho. Na boca, é redondo e pesado. Eles geralmente são produzidos em países do Novo Mundo, mais ensolarados e quentes, em que as uvas ficam mais maduras.

Exemplos: chardonnay do Chile, da Austrália e do Brasil

Tintos leves

São vinhos jovens, que privilegiam as características da fruta, sem passagem por barril. Têm poucos taninos, o que não reflete necessariamente em uma cor clara. Espere uma bebida fresca que lembre, no nariz, frutas como morango, cereja e maçã vermelha.

Exemplos: merlots jovens do Chile e da Argentina, Beaujolais, pinot noir (feito com uvas da variedade gamay)

Tintos de corpo médio a encorpados

Esta categoria engloba alguns dos vinhos mais conhecidos do mundo.
São tintos que envelhecem bem em barril e vão bem com pratos substanciosos. Os aromas mais frequentes incluem frutas maduras, chocolate e baunilha (reflexo da passagem por madeira).

Exemplos: pinot noir da Borgonha e de outras regiões, malbec argentino, blends de Bordeaux, Chianti (feito na Itália com a uva sangiovese), vinhos espanhóis da uva tempranillo, portugueses do Douro

Tintos muito encorpados

Poderíamos chamá-los “tintos paulada”. São aqueles vinhos concentrados, geralmente feitos com uvas colhidas já bastante maduras, de vinhedos plantados onde o sol e o calor predominam.

Exemplos: syrah australiano, cabernet sauvignon do Chile e malbec da Argentina (em geral, os vinhos top de linha), portugueses do Alentejo

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