Como falar com o chefe sobre burnout, a síndrome de esgotamento físico

Entenda por que falar com o patrão sobre o cansaço não é um bicho de sete cabeças e não espere a válvula apitar para aliviar a pressão

Cansaço

 (Pixabay/Reprodução)

De acordo com o Pew Research Center, hoje em dia 83% das pessoas dormem com os celulares ao lado da cama.

Às vezes até ao lado do ouvido.

Esse estado de alerta, que fica 24h ligado, revela uma geração que exagera quando o assunto é comprometimento com o trabalho.

Típico dos Millenials, a tendência de acordar e ver mensagens do trabalho antes mesmo de desligar o celular pode ser mais do que só “moderninha”.

Trabalhar em excesso, estando hiperconectado e incessantemente preocupado com os alertas do smarthphone, pode levar você a uma espécie de explosão.

Conhecido como “burnout”, esse esgotamento pode acontecer com qualquer pessoa, principalmente se ela fizer por merecer.

Para evitar que a situação chegue ao limite, existem formas de conversar com seu chefe ou supervisor.

Para deixar tudo claro (e avisar que a bomba pode estar prestes a estourar) aprenda a abordagem correta que pode poupar você – e o chefe – de um estrago maior.

 

Só pegar leve não é o suficiente

Estresse trabalho

 (Pixabay/Reprodução)

Uma pausa é diferente de uma verdadeira parada.

Como uma gripe e seu ciclo de alguns dias, o cansaço extremo precisa muitas vezes de um verdadeiro período sabático, nem que seja de dois ou três dias.

Se você realmente está indo além da conta, é hora de falar com seu chefe.

Para surpresa de muitos, essa sinceridade pode ser vista como uma demonstração de comprometimento com a empresa.

De acordo com Dorie Clark, consultor e autor de livros sobre carreira, vale mostrar à chefia que seu cansaço pode passar a ser improdutivo para o próprio trabalho.

“Basta você enfatizar que a sobrecarga o torna ineficiente. A maioria dos chefes reconhecem que não se pode tratar pessoas como robôs”.

 

Seja objetivo na conversa 

conversa

 (Pixabay/Reprodução)

Ainda que a situação seja tensa, não adianta chegar chutando o balde.

Tente não transformar um momento delicado (e que precisa de um descanso) em um completo mal entendido.

Ellen Ensher, professor de administração na Universidade de Loyola e mentor de carreiras, alerta: “Chegue armado com soluções e pedidos bem definidos”.

Opte por definir um horário para a conversa, seja sincero e especifique todo o impacto de um burnout iminente na sua rotina profissional.

 

Vai parecer mimado? Não se preocupe

Mesa de trabalho

 (Pixabay/Reprodução)

Sim, a geração de hoje vai ser a primeira que fará menos do que a de seus pais.

Mas isso não precisa ser uma coisa ruim.

Com os novos rumos do trabalho, com maior transparência profissional, caça a casos de assédio e uma busca por maior qualidade de vida, já ficou comprovado que se matar de trabalhar pode ir na contramão do bom resultado.

Por isso, enfrente os rótulos e faça o melhor proveito do seu tempo de descanso.

Se você for um bom profissional, a empresa com certeza verá benefícios na sua ausência (que te deixará renovado)

 

Faça o que for melhor para você – mesmo que isso signifique recomeçar 

caminho

 (Pixabay/Reprodução)

Vamos aprender com o caso de Pedro Sorrentino, co-fundador da ONEVC, uma empresa de Venture Capital no Vale do Silício.

No final de 2017, o empresário foi parar no hospital como uma crise aguda de gastrite nervosa. Mesmo sendo o chefe.

Se até a alta cúpula sofre, imagina quem precisa se reportar e bater metas.

Se por acaso o nível de estresse chegar a um nível impossível de reverter estando no mesmo trabalho, considere a possibilidade de trilhar outro caminho.

Claro, sabemos que as contas não se pagam sozinhas.

Mas as de hospital, psicólogo e psiquiatra também não.

Avalie as possibilidades, entre em contato com um coach de carreira e comece a esvaziar a pressão.

 

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