Depois do VAR, o que mais pode mudar no futebol?

Nosso colunista tem mais duas sugestões de mudanças nas regras – mas nem mesmo ele sabe se acredita muito nessas alterações

Substituição futebol

 (Lars Baron/Getty Images)

Se a arbitragem eletrônica chegou à Copa do Mundo, é sinal de que não tem volta. E eu me pergunto: qual será a próxima alteração nas regras do futebol?

Porque o auxílio da tecnologia, para que os árbitros apliquem melhor as regras, inibirá as trapaças costumeiras dos boleiros, mas não necessariamente tornará o jogo mais fluido e atrativo. As leis continuam as mesmas.

Dos esportes populares, o futebol é o mais refratário a alterações em suas regras.

No extremo oposto está o vôlei, sempre se movimentando – vide o fim da vantagem, a mudança no sistema de pontuação, a adoção do líbero, etc.

Há gente mundo afora defendendo de tudo: de cronometragem que só vale com bola em jogo (como no basquete) ao fim do impedimento.

Eu, particularmente, considero duas, uma mais simples, outra bem mais ousada. A primeira é o aumento do número de alterações possíveis durante o jogo para seis.

No vôlei, basquete, handebol, o técnico usa muito mais o elenco. Troca a rodo. No futebol, em uma equipe de 11 jogadores, fazer três alterações é muito pouco.

Permitir mais mudanças ao treinador dará mais espaço para a estratégia, além de diminuir o desgaste físico do elenco (e o risco de lesões) e minimizar celeumas entre titulares e reservas.

Isso não seria novidade. A Copa São Paulo de Juniores tem adotado nas últimas edições essa possibilidade, anulando um eventual efeito “paralisador” do jogo ao exigir que as seis substituições sejam feitas em, no máximo, três atos, como já acontece.

A outra sugestão é mais polêmica, e nem tenho tanta convicção sobre ela: diminuir um jogador de linha. Em vez de dez, nove, e mais o goleiro. Ou seja: o total de jogadores passa de 11 para dez.

Além de uma evolução enorme na parte física, com os jogadores cobrindo o espaço de um jeito frenético, o campo também diminuiu de tamanho.

O jogo ficou mais truncado, sempre tem um sujeito no cangote. Quando há um expulso para cada lado, vemos como a partida “respira”.

O futebol, como a vida, precisa de mais espaço para fluir.

 

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