Fazer amigos na vida adulta pode fazer bem à saúde, revela estudo

Pesquisa da Brigham Young University, em Utah, Estados Unidos, revela que fazer amizades é um fator que ajuda a prolongar a vida

 

 (Divulgação/Reprodução)

 Ninguém vai muito com a cara de uma vida corrida. Por causa da rotina, abrimos mão não só do tempo, do sono e de algumas vontades.

Por conta de uma agenda sem pausa, muitos de nossos contatos, em especial os que não participam do cotidiano, acabam ficando de lado.

E como é chato cair na armadilha do “nossa, precisamos marcar de sair!” ­­­– e nunca conseguir marcar.

Os amigos são os maiores afetados pela distância inevitável que vem no pacote da vida adulta.

E eles, para a grande maioria, são essenciais nos mais variados momentos, além de fiéis escudeiros desde a infância, faculdade ou primeiro trabalho.

O que fazer, então, se o hall seleto de amizades anda tão difícil de se acessar?

Relutantes que somos, não gostamos ­de fazer novos contatos, principalmente depois de perder a cara de pau da infância.

Quando mais jovens, as circunstâncias para criar novos laços aparecem aos montes.

Mais tarde, atolados de compromissos, vivemos em uma atmosfera pouco favorável às aproximações, ainda mais quando a coleção de afazeres, do casamento ao trabalho, vem em mão dupla.

Mas isso é um hábito a ser descartado. Segundo pesquisadores da Brigham Young University, em Utah, Estados Unidos, fazer amizades é um fator que ajuda a prolongar a vida.

Além de estimular o hormônio da ocitocina, que impulsiona boa parte de nossas sinapses cerebrais positivas, estar rodeado de pessoas queridas e confiáveis mantém a sensação de segurança social, que entre outras coisas, é um repelente natural da solidão.

Professora de neurociência na mesma universidade, a acadêmica Julianne Holt-Lunstad aponta que a solidão, em suas diversas fases, pode ser tão nociva à saúde quando a obesidade.

O estudo da especialista revelou que pessoas solitárias apresentam risco 20% maior de terem uma morte precoce em relação a humanos que sofrem de sobrepeso. Principalmente na fase adulta.

Em meio a tantas contraindicações, qual a fórmula mágica para não deixar as pontes ruírem?

Reservar um tempo para as velhas e novas boas amizades é essencial para zelar por uma cabeça boa e um espírito leve. Afinal, a vida passa.

E quem avisa, amigo é.

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