Iñárritu classifica “O Regresso” como seu maior desafio

"O Regresso", protagonizado por Leonardo di Caprio, narra a história real do explorador Hugh Glass, que foi abandonado por seus companheiros de expedição

Madri – Com 12 indicações ao Oscar e seu triunfo no recente Globo de Ouro, o mexicano Alejandro González Iñárritu assegura estar feliz e agradecido pela crítica de “O Regresso”, filme que considera seu “maior desafio profissional”.

“O sentimento de alegria provém de poder compartilhá-la com todo mundo que fez o filme. Fiquei muito feliz com a inclusão de todos os departamentos (nas indicações ao Oscar), quase todos foram reconhecidos, incluindo Tom Hardy”, ressaltou o diretor e roteirista mexicano em declarações à Agência Efe.

“O Regresso”, protagonizado por Leonardo di Caprio, narra a história real do explorador Hugh Glass, que foi abandonado por seus companheiros de expedição após o ataque de um urso na América do Norte dos primeiros colonos, no século XIX.

Filmado em paisagens naturais do Canadá e Argentina, a rodagem foi a mais exigente até o momento para o diretor de “Amores Brutos” e “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”.

“Houve muitos sacrifícios e problemas para resolver; é o maior desafio profissional que tive, mas já passou. O importante é que os filmes sejam medidos por seus méritos e agora é quando ‘O Regresso’ começa a falar por si mesmo”, assegurou em conversa telefônica desde Londres.

Iñárritu foi o grande vencedor do Oscar no ano passado com “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”, que levou os prêmios de melhor filme, diretor, roteiro original e fotografia para seu inseparável Emmanuel Lubezki, que, se ganhar, levará sua terceira estatueta consecutiva após “Gravidade” e “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”.

No caso de Iñárritu, se neste ano foi agraciado com o Oscar de melhor filme com “O Regresso”, seria uma conquista histórica, nunca antes registrada.

Como melhor diretor só há dois precedentes que ganharam o Oscar de forma consecutiva: John Ford, com “Vinhas da Ira” (1940) e “Como era verde o meu vale” (1941), e Joseph L. Mankiewicz, com “Quem é o infiel” (1949) e “A Malvada” (1950).

“Não gosto de pensar nisso”, disse Iñárritu sobre estas comparações.

“O trabalho já está feito, a decisão será dos acadêmicos, e como não tenho nenhuma possibilidade de fazer nada a respeito, prefiro evitar esse tipo de pensamento”, ressalta.

“Que o filme seja indicado, que eu seja indicado e que tenha tantos reconhecimentos enche meu coração de alegria”, insistiu o diretor, que nos últimos anos passou de marginalizado na indústria de Hollywood a ser o mais desejado.

“Não sei se serei desejado ou não, mas posso dizer que sempre desenvolvi e escrevi meus projetos em liberdade e sigo mantendo essa linha”, conclui.

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