José Aldo lava nossa alma

Não era só o título dos penas — e o único nas mãos de um brasileiro — que estava em jogo no UFC 179, que aconteceu neste fim de semana no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. A luta entre José Aldo e Chad Mendes, a segunda que os dois disputaram (a primeira foi em janeiro […]

Não era só o título dos penas — e o único nas mãos de um brasileiro — que estava em jogo no UFC 179, que aconteceu neste fim de semana no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. A luta entre José Aldo e Chad Mendes, a segunda que os dois disputaram (a primeira foi em janeiro de 2012), valia bem mais do que isso. Em um ano tão zicado, em que vimos Anderson Silva fraturar a perna e Renan Barão perder o cinturão, José Aldo tinha como missão lavar a nossa alma. O que ele fez com propriedade, diante de um lutador duríssimo — o combate já foi elevado à categoria dos clássicos.

A luta entre Aldo e Mendes começou em meio a um clima meio tenso. Glover Teixeira havia acabado de perder para Phil Davis — que ganhou a alcunha de “Brazilian Killa” devido a suas últimas vitórias contra brasileiros — por pontos. Todos os juízes marcaram 30 a 27 para o americano. Sim, Fabio Maldonado havia dado um show no combate anterior, contra o holandês Hans Stringer. Depois de levar a pior no primeiro round e em parte do segundo, o Caipira de Aço venceu o oponente por nocaute técnico e, ao subir na grade para comemorar, chamou Anderson Silva para o acompanhar (e, assim, acabaram com um mal-entendido entre os dois). Mas, depois de Glover, que ocupava a quarta colocação no ranking dos meio-pesados e era o favorito na luta, o clima pesou.

Para piorar, José Aldo começou o primeiro round em desvantagem. Chad Mendes veio para mostrar serviço e o fez durante a maior parte dos cinco primeiros minutos. Quase no fim do tempo, no entanto, Aldo se recuperou e aplicou dois knockdowns no adversário, um deles depois de o gongo soar (mais tarde, na coletiva de imprensa, o campeão disse que não ouviu gongo nenhum e que, quando o árbitro veio para separá-lo de Mendes, achou que tinha ganhado a luta e já estava saindo para comemorar. Só depois descobriu que tinha acabado o round, e não o combate). Daí pra frente, só alegria. Aldo mostrou por que é o número 2 no ranking peso-por-peso (será que não ultrapassa Jon Jones agora?) do UFC e um dos melhores lutadores de MMA do planeta. E nós pudemos todos respirar aliviados. Que venha agora o cinturão interino dos pesos-pesados, que Fabricio Werdum disputa com Mark Hunt no UFC 180, na Cidade do México, agora em 15 de novembro.

"And still..." José Aldo e o cinturão que ninguém tasca. Foto: Divulgação Inovafoto/UFC

“And still…” José Aldo e o cinturão que ninguém tasca. Foto: Divulgação Inovafoto/UFC

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