Lançamento da semana, Michael Fassbender fala de Assassin’s Creed

O ator é astro e produtor do Assassin's Creed, baseado no jogo, no qual faz uma regressão para o século 15. Ele falou com a VIP sobre o filme

Aos 39 anos, Michael Fassbender tem uma posição privilegiada na indústria cinematográfica. Já foi indicado ao Oscar de melhor ator por Steve Jobs (2015) e de coadjuvante por 12 Anos de Escravidão (2014). Seu currículo soma filmes independentes de prestígio e blockbusters como X-Men. Um dos melhores atores de sua geração, Fassbender tornou-se também produtor. Começou com o discreto Oeste sem Lei, mas seu novo projeto é mais ambicioso: Assassin’s Creed, baseado no game homônimo.

O astro interpreta Callum Lynch, condenado à morte que volta à vida pelas mãos da cientista Sofia (Marion Cotillard). Graças à tecnologia, ele acessa a memória de seu DNA – o que o leva à Espanha do século 15. Lá, ele era Aguilar, um assassino que luta pelo livre arbítrio contra os templários durante a Inquisição.

Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

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Em Londres, entre goles de chá English Breakfast, o ator – que nasceu na Alemanha e cresceu na Irlanda – conversou com a VIP sobre Assassin’s Creed e outros assuntos.

Poucos filmes baseados em games fizeram sucesso. O que o levou a pensar que valia a pena fazer Assassin’s Creed?

Não sou gamer. Já tinha visto propagandas do jogo, mas não sabia nada a respeito. Me encontrei com os caras da Ubisoft [criadora do game], que me explicaram os princípios por trás do jogo. Pensei que os temas dariam uma boa experiência cinematográfica. Por exemplo: o que aprendemos com nossos ancestrais, como temos os mesmos instintos… Isso oferece ao mundo de fantasia algo enraizado na ciência. E a guerra entre templários e assassinos era um conflito instigante.

O personagem volta ao século 15. O que isso significa para a trama?

Existem dois universos paralelos em Assassin’s Creed. No game, há regressão para a Guerra Civil Americana e a Revolução Francesa. Nós queríamos escolher a nossa própria. Então pensamos na Inquisição Espanhola. Para mim, era visualmente interessante porque havia muita opulência, com cores viscerais como o vermelho, que simboliza carne, sangue, sacrifício. A Inquisição era bem sinistra, mas era fácil imaginar que havia intrigas políticas ainda mais sinistras por trás.

No filme, assassinos dizem que trabalham nas sombras para servir à luz. vale tudo na luta pelo livre arbítrio?

Suponho que sim. Mas o interessante é que a divisão entre luz e escuridão não é tão clara como em Star Wars. O livre arbítrio deveria ser protegido e cultivado. Eu lutaria até o fim pelo livre arbítrio? Acho que sim.

Seu personagem é um vilão?

Não sei, para ser sincero. Ele [Callum] é um cara mau? Ele fez coisas más. Tirar a vida de alguém é provavelmente a coisa mais séria que existe. Há justificativa para isso? Não sei.

No longa, você fala espanhol. Precisou aprender?

Sim. Não falo espanhol! [risos] Fiz o meu melhor com o tempo que tínhamos. Mas era muito importante que falássemos a língua quando estávamos na época da Inquisição. Pensaram em inglês com sotaque espanhol, mas eu não quis fazer isso.

Mas você fala português, não?

Não! Só de visitar o Brasil, aprendi uma coisinha ou outra, mas não sei falar. Meu cunhado é da Bahia, de Salvador, mas já tinha ido ao Brasil antes de minha irmã conhecê-lo. É um país fantástico. Já fui ao Rio, Salvador, Trancoso, Lençóis Maranhenses e Itacaré.

Você é conhecido por seus papéis intensos. O que o atrai para isso?

Suponho que eu goste de extremos, na tentativa de provocar algo no espectador. Questionamento, pensamento… Gosto de personagens que ofereçam ao público uma chance de aprender com aquela experiência.

É verdade que está pensando em fazer um musical?

Conversei com Steve McQueen [seu diretor em Fome, Shame e 12 Anos de Escravidão] sobre isso. Seria uma experiência divertida. Tomara que aconteça, antes que seja tarde demais e eu não possa mais dançar [risos].

Com McQueen, você fez Shame, cujo tema era o vício em sexo. você virou alvo de comentários sobre seu físico. Sentiu-se incomodado?

Quando estava filmando, sempre me lembrava da minha mãe comentando que as mulheres sempre estavam nuas em cenas de amor, e os homens, não. Ou, depois do amor, a mulher andava nua e o homem ficava vestido. Ela reclamava, dizia que era um absurdo. Então, de certa forma, fiquei nu em Shame para minha mãe! [risos] Um pouco estranho, um pouco estranho…

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