Na reta final da Olimpíada, casos de doping aumentam

O COI executou o plano de exame de doping pré-Olimpíada mais abrangente da história e ainda reexaminou centenas de amostras de Londres e Pequim

Rio de Janeiro – O halterofilista e medalhista de bronze Izzat Artykov se transformou na quinta-feira no primeiro atleta a perder uma medalha na Olimpíada do Rio após ser flagrado em um exame de substâncias proibidas, no momento em que o doping ganha destaque na reta final dos Jogos.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) executou o plano de exame de doping pré-Olimpíada mais abrangente da história e ainda reexaminou centenas de amostras dos dois eventos anteriores em Londres e Pequim na tentativa de erradicar a prática de dopagem.

Apesar de ter descoberto 98 amostras positivas nos reexames e de ter expulsado esses atletas da Rio 2016 e dezenas mais em testes pré-competição específicos, vários outros competidores foram flagrados nos Jogos do Rio.

Artykov, do Quirguistão, testou positivo para estricnina depois de ficar em terceiro lugar na categoria dos 69 quilos. A federação internacional da modalidade e o COI ficarão encarregados de redistribuir sua medalha.

O canoísta Serghei Tarnovschi, da Moldávia, que ficou com o bronze na prova de canoagem de velocidade, foi suspenso da Olimpíada provisoriamente e não competirá nos 1000 metros de canoa dupla com seu irmão Oleg.

Tarnovschi, de 19 anos, foi informado na quinta-feira de que foi flagrado em um teste pré-Rio 2016.

A Federação Internacional de Canoagem (ICF, na sigla em inglês) disse à Reuters que o status da medalha de Tarnovschi será decidido em uma audiência conduzida pelo COI no fim da semana.

Mas as coisas foram muito piores para o lutador indiano e esperança de medalha Narsingh Yadav, cujas chances de competir nos Jogos após ter se livrado de uma acusação de uso de doping em seu país foram frustradas pela Corte Arbitral do Esporte (CAS).

Yadav, medalhista de bronze na categoria dos 74 quilos no campeonato mundial do ano passado, recebeu a pena máxima de quatro anos de afastamento por doping depois que a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) venceu uma apelação contra sua liberação anterior.

No começo deste mês, um comitê disciplinar indiano antidoping decidiu que o lutador foi vítima de uma “sabotagem” e o liberou para competir no Rio. A competição de luta livre começa nesta sexta-feira.

O lutador alegou que seus suplementos e sua água foram sabotados e fez um boletim de ocorrência na polícia contra um lutador júnior, acusando-o de contaminar seus alimentos no centro de treinamento da Autoridade Esportiva da Índia em Sonepat.

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