Papo Reto: hoje, Mano Brown é paz e amor

Empolgado com o trabalho solo, ele diz não ter saudade dos tempos de Racionais, que deixou o confronto de lado e abraçou as “regras locais” – o capitalismo

 (Luiz Maximiano/Revista VIP)

Pedro Paulo Soares Pereira, o Mano Brown, chega à Patuá Discos, na Vila Madelena, em São Paulo. Cumprimenta a todos com extrema educação, aperto de mão forte, olha nos olhos, um sorriso leve.

Quando começa a entrevista, fecha a cara, fica carrancudo. E Mano Brown vira Mano Brown. Mas o discurso não condiz com a atitude dura. “É o negro se organizando, decidindo, fazendo estratégia, trabalhando. A gente joga com as regras locais.”

É assim que Mano Brown define a Boogie Naipe, empresa presidida por sua esposa, a advogada Eliane Dias, que controla a carreira solo do rapper e a dos Racionais MC’s, entre outros artistas. Por “regras locais”, entenda-se, sim, o capitalismo.

Aos 47 anos, mais estratégico e menos explosivo, Mano Brown não quer bater de frente com o sistema, mas, sim, jogar o jogo e, por meio disso, empoderar o seu povo – intelectual e financeiramente.

Agora, com seu primeiro álbum solo nas ruas, homônimo à produtora, Brown se divide entre sua agenda solo e a do maior grupo de rap do país. O bate-papo foi regado a uma trilha sonora que, por vezes, fazia Brown perder a concentração no que estava dizendo para acompanhar a música.

Foi assim, ao som de Marvin Gaye, Stevie Wonder e Isaac Hayes, que Brown usou por diversas vezes o termo “regras locais” para definir seu trabalho e seu modo de ver a vida. A conversa transcorreu entre clássicos da black music e taças de chá.

Os shows do álbum Boogie Naipe contam com uma banda grande. Como foi esse processo de passar o disco para o ao vivo?
No ensaio eu percebi que ia ser fácil tirar as músicas porque elas são simples, né? Na instrumentação e tal. Eu sou o cara mais velho ali, todo mundo é de 1980, mais ligado no R&B… mas foi rápido.

Eu montei um time bom, acompanhei peça por peça. Eu sou ouvinte, não toco nada… e deu liga. Não adianta ser bom e não dar liga. Banda do gueto mesmo, sabe?

 

O disco tem você cantando, soltando a voz, e teve um retorno positivo nas redes. Como está sendo para você?
Até assustei. Pensei que eu ia morrer no outro dia [risos]. No palco, foi adrenalina. Entrando na Champions League pela primeira vez. Tinha o risco do fracasso também, certo? Exposição máxima em praça pública.

Ninguém pensa nisso, né? Se erra, tropeça, vai com a roupa errada… Eu tinha uma equipe de 50 pessoas ali comigo [no show de estreia, no Citibank Hall], o lance é coletivo. Eu tô ali no palco, mas pensando nos outros 49. Não passava nem agulha, fio [risos].

Eu fui aconselhado pelos caras a cantar, mas eu não sou cantor. Lino Krizz [vocalista de diversas faixas do Boogie Naipe] me falou: “Por que cê não canta, parça? Tem que ter coragem. Vai amarelar?”. Amarelar o caralho [risos]. Nessa de me provocar, ele conseguiu o que ele queria.

Mas não era amarelar, é questão de ter bom gosto. Tem muita gente que canta melhor, sustenta melhor.

 

A maconha passou a aparecer mais diretamente nas músicas dos Racionais há algum tempo. O que acha da política sobre drogas no Brasil?
Hipócrita. Mas já ouvi de traficante que se liberar vai ser ruim pra eles. Ó a polêmica [risos]. Você pode beber qualquer coisa e não pode fumar uma erva. Isso tem que ser revisto, é ridículo.

Pessoa tirar cadeia por causa de maconha. O cara da empresa de destilados tá lá no iate, curtindo entre artistas e ladrões, morô? Bebendo socialmente e morrendo aos poucos.

Você se sente o Temer fumando um baseado, morô [risos]? Tá fazendo nada de errado. Você vai matar alguém com um baseado como? Tacar na cara do maluco [risos]?

 

Quando você foi ao Roda Viva, defendeu a imagem do traficante como um comerciante...
Vários traficantes vieram falar comigo depois. Tem famílias inteiras trabalhando no tráfico. “O que eu mais gostei lá foi que você falou isso [risos]! Traficante, não. Comerciante [risos]! ” Favelado é foda. Se você fala merda, é cobrado na hora.

 

Você tem uma história no samba antes do rap. Por que hoje a gente não tem um Mano Brown em um grupo de pagode?
O samba era um mundo perigoso, cara. Submundo pesado. O rap não era nem mundo, então não era uma opção. Mas o samba não era que nem hoje, não. Eu cheguei a pensar em seguir, sim, eu tocava bem.

Tava sempre duro, desempregado, aí ia no samba, cantava, comia, bebia, arrumava namorada… Isso com 15 pra 16 anos. Eu tinha um repique de mão que comprei na Contemporânea da [Avenida] Celso Garcia. Tocava bem, era partideiro, improvisava meia hora. Eu fazia freestyle no samba.

Eu era bom nisso. Tinha um monte de rima. Meu rap já vem daí, com palavras complexas. Não era rima pobre, não.

 

Curioso, porque vários grupos de pagode anos 90 também têm origem nos bailes black…
Eles não falavam porque em algum momento era vergonhoso. Eles chamavam a gente de “neguinho de festa”, o povo que frequentava os bailes e fazia rap. Porque o samba era mais estabelecido, né? Mas ele levou a imagem do negro pra outro patamar, o rap não tinha chegado lá ainda.

Esteticamente, o rap era pobre. Bom, até hoje existe uma preferência por uma estética mais rústica. Nos EUA isso não funciona muito, não é uma estratégia usada. Lá eles fazem bons negócios.

O americano vende o trabalho dele por um preço justo. E há quem diga que ainda não, eles lutam por mais reconhecimento, mais Oscar, mais Lamborghini, mais mansão em Hollywood… Aqui, não. A gente só quer sobreviver. Aqui é o pensamento evangélico, né? Deus já deu a comida, a bebida e tá ótimo.

 

Tem alguma religião?
Respeito todas, mas não acredito em fanatismo. “Faça isso!” Não. Você quer ajudar uma criança, você ajuda. Jesus tá te vendo. Eu já fui mais espiritualista. Eu acredito em coisas básicas.

Pô, tem essa lenda aí de que o Hitler morreu velho pra caralho protegido pelo governo dos EUA. O Erasmo Dias [secretário de segurança pública de São Paulo durante o regime militar] morreu com 80 e poucos. Os grandes assassinos da história morreram muito velhos.

“Não desprezo aquilo, mas não era bom. Racionais era tristeza, uma narrativa triste. É como pegar o programa do Datena de 1992 e assistir de novo”

“Não desprezo aquilo, mas não era bom. Racionais era tristeza, uma narrativa triste. É como pegar o programa do Datena de 1992 e assistir de novo” (Luiz Maximiano/Revista VIP)

 

Você participou de dois atos pelas Diretas Já, no Rio e em São Paulo. Esse movimento é eficaz?
Veja bem. Eu tava ali como uma peça, não fui o mentor daquilo. A periferia tá um pouco alheia a tudo isso que tá acontecendo, ficou um pouco anestesiada porque as coisas estavam indo bem.

Sempre falo do lance do FMI… Cresci nos anos 80 com o governo pagando juros. Não pagava a garrafa, pagava a goteira. Eu tô na ruas, vi a favela crescer. Negrada de carro, boné combinando com tênis, corrente, beleza negra… Antes era um povo que não tinha o que mostrar, precisava de um pouco do dinheiro.

Só precisava de um banho de shopping. Regras locais, parceiro. Quem tá agora no Shopping Iguatemi, Villa-Lobos, JK? A mulher branca gosta de cabeleireiro tanto quanto a negra, de manicure. O homem negro gosta de roupa boa tanto quanto o branco. Gucci, Armani. Isso não é fraqueza.

 

Você sempre diz que os Racionais agem com estratégia…
Estratégia, mas sem sofrer. Tirando onda. A gente nunca foi escravo, nunca fez nada forçado, sem sofrer. Se não for pra curtir, eu nem vou.

 

E com a Boogie Naipe, a coisa se profissionalizou?
Tirou certidão de nascimento, RG, batizou, crismou… Quais são as regras? Eu cuido do lado mais artístico, mas participo das ideias centrais. Pra mim é esse jogo, administrar a vida. É o negro se organizando, fazendo estratégia, trabalhando. A gente joga com as regras locais.

 

Para você, o que mudou com a Boogie Naipe?
Hoje eu faço mais música. Antes o tempo era espremido entre problemas administrativos e todo tipo de problema que uma banda famosa e popular traz. E hoje em dia a Boogie Naipe segura isso. Eu faço música, penso, vivo a vida. Faço a minha política vivendo. E a Boogie é uma empresa política também.

 

Você se arrepende de algo da sua trajetória?
A banda chegou a parar logo depois de Sobrevivendo no Inferno… Não voltaria atrás em nada. Naquela fase eu não vivia só os Racionais, Racionais era só uma parte.

Eu vi muita gente morrer, vi muita coisa acontecer, eu não quero viver aquilo de novo. Eu gosto do avanço que teve. Não desprezo aquilo, tem valor. Mas existia um universo, a gente tava dentro… e esse universo não era bom. Não quero mais. Como se pode querer aquilo de novo?

As músicas dos Racionais são reais, navalha na carne. Tudo aquilo volta. É sangue de novo, morte de novo, toda aquela dor de novo. Quem não sente dor ouvindo aquilo não entende o que é Racionais. Racionais era tristeza, uma narrativa triste. É como pegar o programa do Datena de 1992 e assistir de novo.

 

Num dos primeiros shows com banda, você falou algo muito pesado e as pessoas riram: “Tô feliz em fazer música pra festa, porque, até agora, minha música só tocava em velório”. Lembra dessa reação da plateia?
Eu sou piadista. A verdade é foda, mas eu sabia que eles iam rir. A forma que eu conduzo já é meio tirando onda. Mas é pesado, sim… Racionais tocou em muito velório. Ouvi muito isso: “Tocamos no enterro do meu filho”, “Ah, no caixão do meu marido tinha camisa do Corinthians e tocou Vida Loka”.

 

E no show Boogie Naipe você está mais leve no palco, não?
Sim, tem entrosamento, tô mais confiante. Eu sou um fã, né? Então eu vejo o guitarrista tocar, fico olhando. Sou um fã que tá no palco, morô? Sou o dono da bola. Toco nada, mas tô com a bola, montei o plano [risos].

 

Com 27 anos, você estava “contrariando as estatísticas”. E hoje, com 47?

Com 27 eu era uma bomba. Agora sou mais tranquilo. Quem viu o que eu vi só pode achar que a coisa melhorou. Mas respeito quem acha que tá uma merda. Vim de muita luta, né, várias guerras… então hoje eu tô mais tranquilo. As lutas são por direitos e empoderamento intelectual e financeiro.

 

Você tem ídolos?
Os heróis são aqueles que chegam longe com muito pouco e estão aí na rua. Os heróis são anônimos, não têm reconhecimento algum. Pode parecer um discurso meio vazio, mas é isso. Tem aqueles que brilham, aparecem, levam a bandeira e a tocha… e aí tem muita gente por trás segurando a onda.

“Gosto de moda e quero investir também. Gosto de várias marcas. Já mandei fazer roupa pra show especial”

“Gosto de moda e quero investir também. Gosto de várias marcas. Já mandei fazer roupa pra show especial” (Luiz Maximiano/Revista VIP)

 

E o que sente quando vê que você é ídolo e referência para muita gente?
Aí eu vejo que tem gente em volta de mim que me fez ser o que eu sou. Lógico que eu tive que me doar. Ninguém mente por 30 anos sem ser descoberto. Já era pra eu ter sido descoberto faz tempo. Mas é luta, sempre encarei a luta. E às vezes as pessoas esperam coisas de mim que não acontecem.

Lembro que quando fui no Roda Viva, muita gente veio me dizer que eu não falei nada. “Pô, fiquei até de madrugada esperando e você não falou nada.” Esperavam o quê, que eu fosse radical, explosivo? Mas não. Ali quiseram fazer uma caricatura de mim.

Lembro que vi uma entrevista do Chico Buarque dizendo que ele não era mais importante pra sociedade. O texto dizia que quem seguia ele antigamente era antigrife, antiperfume importado e quem chegava nele agora usava Gucci, Chanel… Ele não estava mais atingindo quem ele queria.

E sabe o que ele diz no final? “Se vocês querem saber de luta, têm que ouvir rap!” Isso em 2000, 2001.

 

Como é o Mano Brown pai? Quais as preocupações?
Meu filho tá saindo da adolescência agora. Ele é negro, alto, forte e você sabe o que a sociedade pensa a respeito de pessoas assim. Então eu falo pra ele tomar cuidado. Não dar mole, morô? Ser astuto. Inteligente, trabalhador. Mas tem muitas armadilhas.

Então eu cuido dele como um moleque negro no mundão. A menina também, é batalhadora, é ativista. Ela tá pronta, tá no DNA. Ela tem 21 e ele, 18. Eu era presente na infância deles. No disco Nada Como Um Dia…, a parte que me coube das músicas, eu fiz tudo em casa com eles crescendo em volta.

Tenho saudade. Era uma época boa… mas tava duro, sem shows, 12 condomínios sem pagar [risos].

 

Já fez terapia?
Nunca fiz. Não sei dizer se ia ser melhor ou pior. Mas não tô louco, não, vivi sem droga pesada, nunca cheirei, tô saudável, saúde boa.

 

Quando os Racionais não saíam na mídia, foram criadas muitas lendas. Uma deles era que você e o Blue não falavam com o Edi Rock e o KL Jay…
Teve de tudo. “Brown não pega na mão de branco [risos].” Tem um monte de coisa que aconteceu de verdade e que ficou no submundo, briga, tiroteio… Outras coisas são lenda. Um cara que faz isso, de não cumprimentar branco, não sobrevive, mano… Quer chegar aonde? É louco? É burro?

 

Vocês estão para lançar um documentário sobre os Racionais. Como é relembrar as histórias?
Os caras nem gostam de contar as histórias, os três não falam nada [risos]. Minha memória é boa, sempre foi… Lembro de tudo, até das roupas. “87 era como?” Tal roupa, tal tênis. “1990?” Ah, já tinha gravado Pânico na Zona Sul, já era outro lance.

Os shows eram raros, então marcavam. Só estourou a agenda em 1994 com Homem na Estrada, fazia seis shows por noite. Tocou em rádio AM. Uma vez a gente cantou num evento religioso à tarde e num puteiro no último show de manhã.

Do céu ao inferno numa noite. Eu tava derrubado, dormindo. Acordei e tinha uma mina seminua dançando. Dormi de novo. Acordei e tinha um cara imitando o Michael Jackson [risos].

 

Você gosta de moda?
Gosto e quero investir também. Tem tudo a ver, música, moda, cabelo… Hip-hop é isso, né? O negro, a cultura, os significados. Gosto de várias marcas. O bonito é que te veste bem.

Já mandei fazer roupa pra show especial, capa de disco… Fazia com minha tia na favela. Já existiam grandes marcas, mas tem horas que é melhor assim. Regras locais, né? O negro tem uma maneira própria de se vestir.

Tem códigos. Se você gosta de se vestir como um cara comum, você é comum. Se a roupa é diferente, você vai ser visto diferente.

 

O que você faz para relaxar?
Sou meio sistemático, né? Procuro as mesmas pessoas, mesmos lugares, amigos… Ouço música, vejo um futebol. Gosto de tudo. Das paisagens, de mar, gosto das casas antigas, gosto de ver as favelas e admirar a arquitetura que tem lá.

Sou um observador. Admiro também os palacetes dos Campos Elíseos… Consigo enxergar uma capa de disco lá, estilo Barry White [risos]. Não dá pra tirar o valor, né? Tem muito sangue nosso lá.

“Com 27 anos eu era uma bomba. Quem viu o que eu vi só pode achar que a coisa melhorou. Então hoje eu tô mais tranquilo”

“Com 27 anos eu era uma bomba. Quem viu o que eu vi só pode achar que a coisa melhorou. Então hoje eu tô mais tranquilo” (Luiz Maximiano/Revista VIP)

 

O Senado está discutindo uma possível criminalização do funk. O que acha disso?
Existem excessos e isso é uma resposta. O funk pega todo o conceito de como é viver bem no Brasil e vende. O cara não vende pra família dele, mas vende pra massa.

O sexo é vendido pro povo faz muito tempo, de todas as formas, e explode no funk, feito por pessoas que estão nessa história. Desconectou… e agora? Vai matar [risos]? O que fazer com essa massa? Por que eles estão tão rebeldes [risos]?

 

Os Racionais passaram por um processo de abertura em relação à mídia. Por que vocês falam com a mídia hoje em dia?
Estratégia? Não foi estratégia, não. Na verdade os Racionais não abriram pra nada, eu que fiz as entrevistas por causa do [álbum] Boogie Naipe. Ninguém abriu, ninguém mudou ideia nenhuma sobre nada, foi nada conversado.

 

A gente vive um momento de expansão da música brasileira para o exterior. Tem acompanhado?
Não, meu trabalho é todo voltado pro Brasil. Eu sei exatamente o valor que tem um cantor de rap brasileiro lá fora: nenhum [risos]. Então eu nem perco meu tempo com isso. Tem rap no mundo inteiro, cara. Estagnou, empapuçou. Anitta é funk, ela tem a sonoridade que no resto do mundo não tem. Infelizmente, hip-hop tem no mundo inteiro. Todas as línguas, regiões, culturas têm hip-hop. Todo mundo imita americano.

 

E a Anitta ainda pegou a onda dos latinos…
Se você quiser gravar alguma coisa em espanhol, quem sabe você consiga conversar com a América Latina, entrar em Miami. Brasil é um país a ser descoberto ainda. E o rap tem muita barreira. O Brasil é um continente, né? É muito sonho e expectativa.

 

Se o Temer entrasse aqui agora, o que você falaria?
Se ele entrasse aqui? Acho que eu não direcionaria a palavra à pessoa dele, não. Se ele tivesse feito algo contra mim, individualmente, sim. Agora… quem derrubou a Dilma e pôs ele lá foi o povão. Seja feita a vontade do povão. Pro Temer, nem bom dia. Nem oi.

 

Qual seu relacionamento com a polícia?
Não sou especialista pra falar sobre polícia, sou perseguido. O relacionamento é hostil. Não acredito neles e eles não acreditam em mim. Eles alimentam a raiva, recalque.

 

Não tem nenhum amigo PM? Nunca teve?
Não tenho. E quando soube [que era policial], deixou de ser [amigo]. Não temos nada em comum. Todo mundo sabe o que acontece com o cara quando entra na polícia. O cara jura a mãe dele, imagina eu [risos].

 

Qual foi o primeiro artista que você encontrou e pensou “uau”?
O primeiro cara que eu vi de perto foi o Tim Maia, em 1989. Ele veio fazer um show pra Zimbabwe [selo que lançou os Racionais e também promovia shows]. Só contato visual, fez assim pra mim [faz um sinal de positivo com a cabeça]. Foi no Viola de Ouro, no Ipiranga. Quem frequentava lá era a galera da Heliópolis.

 

E hoje você é parceiro de Jorge Ben Jor, Hyldon, Bebeto, Carlos Dafé… É uma chancela para o trabalho ter esses caras por perto?
Mas demorou pra ser visto por esses caras, né? Eles não tinham tempo pra ver a nova geração chegando… Agora não sou tão novo, depois de 20 e poucos anos a gente ganha um pouco de respeito.

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