Para Zanetti, prata no Rio valeu mais que ouro em Londres

Último a se apresentar na final, o ginasta revelou que só soube os resultados dos adversários ao terminar a própria série

Rio de Janeiro – Superado pelo grego Eleftherios Petrounias na final das argolas nesta segunda-feira, o ginasta brasileiro Arthur Zanetti não conseguiu se tornar bicampeão da prova e terminou na segunda posição, mas considerou a prata nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro mais importante do que o ouro conquistado em Londres, há quatro anos.

“A prata aqui (deu mais alegria). Foi muito maravilhoso, estar em casa defendendo o título é muito mais difícil, então tem que festejar mais”, disse o brasileiro mais premiado da ginástica artística em Olimpíadas, com duas medalhas.

Na opinião de Zanetti, o resultado da final foi justo. Último a se apresentar na final, o ginasta revelou que só soube os resultados dos adversários ao terminar a própria série.

“É o justo, fiz a minha prova e saí satisfeito. Não olhei a série de ninguém, fiquei pensando em coisas boas. Quando chegou a minha vez, fiz a minha rotina. E o resultado pouco importava, eu saí satisfeito. Ele teve menos erros e levou o ouro”, considerou.

Atual campeão mundial e europeu, Petrounias foi o segundo a ir para o aparelho e teve apresentação com o mesmo grau de dificuldade da realizada por Zanetti (6.800), conseguindo nota 9.200 e ficando com 16.000 no total.

O brasileiro, por sua vez, recebeu 8.966 na execução, terminando com 15.766.

“Manter o resultado (de Londres) é muito mais difícil. Tenho que tirar o chapéu para ele. Trabalhei muito mais duro do que 2012 e consegui a prata. Vi o quanto foi difícil estar aqui, mas é maravilhoso”, declarou.

De acordo com Zanetti, que foi campeão mundial em 2013 e bicampeão pan-americano (Guadalajara 2011 e Toronto 2015), o ouro conquistado em Londres o ajudou a amadurecer como atleta, principalmente no lado psicológico.

“Acredito que a cabeça mudou bastante. Sei lidar muito mais com a pressão. Essa competição foi um pouco mais disputada que algumas outras, mas é a competição, é assim mesmo, são os detalhes que fazem a diferença”, analisou.

Até o domingo passado, o Brasil só tinha conquistado uma medalha olímpica na ginástica artística, o ouro de Zanetti há quatro anos.

Ontem, Diego Hypólito ganhou a prata, e Arthur Nory o bronze na final do solo, resultados vistos pelo brasileiro especialista nas argolas como uma evolução que veio para ficar.

“Que se mantenha (o rendimento) ou melhore, acho que esse resultado da ginástica masculina é pelo fato de todos acreditarem que é possivel. O Diego é exemplo disso, foi para três Olimpíadas e nunca desistiu do sonho dele. Nory também entrou em conquistou a medalha. Eu também acreditei”, comentou o medalhista de prata.

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