Nostalgia promete marcar show do Rock in Rio

A expectativa da organização é de que a nostalgia leve parte do público de 1985 ao gramado sintético de 40 mil metros quadrados da Cidade do Rock

Rio de Janeiro – De Queen a Lulu Santos, de Rod Stewart a Baby & Pepeu, todos os caminhos do Rock in Rio 2015, que começa sexta-feira, 18, levam às memórias da edição de 1985, quando o festival nasceu.

São sete artistas egressos do palco de 30 anos atrás, fora o show comemorativo do aniversário, que abrirá a noite de sexta com uma mistura de atrações de diferentes anos, como Ney Matogrosso, Frejat, Andreas Kisser, do Sepultura, Titãs e Ivete Sangalo.

No repertório, músicas que embalam essa história, entre elas, Você Não Soube me Amar e Primeiros Erros, sucessos da Blitz e do Capital Inicial.

A expectativa da organização é de que a nostalgia leve parte do público de 1985 ao gramado sintético de 40 mil metros quadrados da Cidade do Rock – aberta na terça, 15, a fotógrafos e cinegrafistas.

“O fato de os ingressos para o Queen (na abertura) terem acabado rápido (com 1h52 de vendas) mostra que era o pessoal de 1985 comprando”, considera a vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina, filha do criador do festival, Roberto Medina.

O primeiro dia com ingressos esgotados foi o 26, quando o show principal é o da cantora Rihanna; o do Queen foi o segundo – tal qual em 1985, a banda inglesa será a apresentação central da noite inicial.

Os do dia 20, quando canta Rod Stewart, outro que atrai o público mais maduro, ficaram em quarto lugar entre os que venderam mais rapidamente.

“Tem várias pinceladas na programação que remetem a outras edições, como o A-ha, que tocou em 1991, e a homenagem a Cássia Eller, que cantou em 2001, fora os que têm vindo sempre, como o Metallica e a Katy Perry.”

Os frequentadores mais saudosos podem levar para casa um símbolo do primeiro Rock in Rio: um ladrilho de vidro com um resquício da lama original, guardada como relíquia desde então – à época, a lama foi retirada em baldes a mando de Medina, que era abordado por frequentadores com o pedido inusitado. O mimo custará entre R$ 100 e R$ 200.

Os tempos são outros, e a Cidade do Rock moderna, que comporta 85 mil pessoas em cada uma das sete noites de apresentações (há 30 anos, estimou-se o público máximo em 300 mil, para ver James Taylor), tem um poderoso sistema de drenagem para o caso de chuva.

Uma novidade é o agendamento dos brinquedos (roda-gigante, montanha-russa, tirolesa, pêndulo), para que as pessoas não percam horas nas filas.

Com shows das 15h15 às 20h, o Palco Sunset, que começou como secundário, firmou-se como um espaço de shows até mais interessantes do que os do principal. Os tamanhos são semelhantes – o Palco Mundo tem 24 metros de boca de cena, e o Sunset, 22 -; o que os diferencia são os encontros inusitados.

Entre os mais esperados são os de Pepeu Gomes, Baby do Brasil e Pedro Baby, filho deles, 27 anos depois do último show do ex-casal, o de Erasmo Carlos com Ultraje a Rigor e o de Alice Caymmi com Eumir Deodato.

“O Sunset começou menor, mas hoje tem sua importância. Não são só encontros musicais, são encontros de alma. As pessoas que não se conhecem viram amigas. O encontro do Mike Patton com a Orquestra Sinfônica de Heliópolis levou os músicos a uma turnê com o Faith no More”, disse o curador, o músico Zé Ricardo.

“Os ensaios são profundos e promovem a integração de artistas brasileiros e de fora (caso de Al Jarreau e Marcos Valle, por exemplo).”

O acesso à Cidade do Rock, na Barra (zona oeste), constante fonte de reclamações do público, passará por uma prova de fogo: pela primeira vez, a única forma de se chegar por transporte regular será o BRT, ônibus que circula num corredor expresso e que já se envolveu em diversos acidentes (custa R$ 6,80 ida e volta).

As pessoas chegarão até o Terminal Alvorada e receberão uma pulseira para seguirem até a Cidade do Rock.

Só entrará no BRT quem estiver com a pulseira. O ônibus executivo “primeira classe” sai de 16 pontos da cidade e custa R$ 70. 

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