Toyota SW4 traz robustez com preço de luxo

Adeus, design quadradão: a nova geração da SW4 evoluiu por dentro e por fora, mas continua com a robustez de sempre

Beleza nunca foi um atributo da antiga SW4. Há anos o utilitário esportivo fisgava a clientela mais pelas qualidades associadas à mecânica (como robustez, confiabilidade e conforto) do que pelo design.

Felizmente os japoneses resolveram mudar essa receita na terceira geração do SUV baseado na Hilux. E desta vez foi para valer: nunca a SW4 esteve tão diferente da bem-sucedida picape média da Toyota.

Praticamente não há peças compartilhadas entre os dois do lado de fora. Os belos faróis afilados casam com a grade cromada de estilo sóbrio, enquanto as laterais trocaram as linhas retas da antiga SW4 por traços mais inspirados, a ponto de estarem estampadas até na chave do veículo. 

Atrás, as lanternas finas são ligadas por uma elegante barra cromada acima da placa.

No geral, o visual ficou mais equilibrado (e harmonioso) que o da Hilux, lembrando alguns modelos da Lexus, marca de luxo da Toyota. Palavra deste repórter, que confundiu um NX200 com outra SW4 ao olhá-lo rapidamente na estrada.

Novas lanternas deram ar mais refinado ao SUV (Marco de Bari/ Quatro Rodas)

A evolução frente à antiga geração se repete por dentro. Além dos bancos forrados com couro marrom de bom gosto, as superfícies emborrachadas e costuras aparentes reforçam a sensação de qualidade pela cabine.

Somente o SUV, aliás, tem uma moldura envolvendo os comandos do console central, que até disfarça a presença do vetusto reloginho digital entre as saídas de ar-condicionado.

Madeira? Que nada, é só imitação (Marco de Bari/ Quatro Rodas)

O espaço interno é suficiente para quatro adultos, com um quinto viajando espremido no banco de trás.

Basta puxar uma alavanca na lateral para acessar a terceira fileira (no porta-malas), formada por dois bancos confortáveis só para crianças.

Esses assentos são fáceis de dobrar, mas poderiam ser incorporados ao assoalho para não roubar tanto espaço do porta-malas.

Se serve de consolo, quem viaja lá no fundão possui saídas de ar individuais e nichos para guardar pequenos objetos.

Posição de guiar é alta, mas lembra um automóvel (Marco de Bari/ Quatro Rodas)

Inclinação do encosto é ajustada facilmente (Marco de Bari/ Quatro Rodas)

Assim como a Hilux, a nova SW4 ganhou conteúdo. O sistema de freios agora traz discos ventilados nas quatro rodas e há cintos de segurança de três pontos para todos os ocupantes.

Airbag para os joelhos do motorista, volante com regulagem de profundidade, tampa traseira com acionamento elétrico, assistente de partida em rampas e controle de velocidade em declives completam as novidades.

Em compensação, o SUV não traz itens presentes em modelos mais baratos, como ar digital bizona, teto solar, freio de estacionamento elétrico e até um simples amortecedor a gás para sustentar o capô.

Dobráveis, bancos extras são apenas para crianças (Marco de Bari/ Quatro Rodas)

Fôlego de sobra

A substituição do antigo motor 3.0 turbodiesel de 171 cv e 36,7 mkgf por um de menor cilindrada (2,8 litros), com mais torque (45,9 mkgf) e potência (177 cv) fez bem à SW4.

Houve melhoria no consumo e desempenho. A nova caixa de seis marchas com paddle-shifts atua de forma suave, garantindo força de sobra em qualquer situação.

Macia, a suspensão preza pelo conforto até nas incursões fora de estrada. Mesmo assim, continua atrás da Chevrolet Trailblazer 2.8 CTDI (200 cv e 51 mkgf), que anda mais e consome tanto quanto a SW4.

Quem não for fã de diesel pode optar pelo 4.0 V6 a gasolina de 238 cv, que seguirá em linha mesmo após estrear a versão flex (4 cilindros), no segundo semestre.

A top SRX com motor diesel e sete lugares sai por R$ 229.500, tão caro quanto um Land Rover (Marco de Bari/ Quatro Rodas)

Oferecida apenas na versão de SRX, a SW4 parte dos R$ 209.100 na opção V6, saltando para R$ 224.400 no caso da 2.8 TDI com cinco lugares e R$ 229.500 com sete lugares.

É caro. Além da Trailblazer LTZ (R$ 192.090, e prestes a ser renovada), dependendo da versão, ela enfrenta até modelos mais refinados, como o Land Rover Discovery Sport Diesel SE (R$ 230.196), que também leva sete pessoas, é mais luxuoso e ostenta o status de uma marca 100% off-road.

Mas quem compra uma SW4 não quer só requinte ou design, e sim um veículo durável e fácil de manter – mesmo tendo dinheiro suficiente para gastar mais de 200 mil reais num SUV. Aí fica difícil bater a Toyota.

Avaliação do editor

Motor e Câmbio – O vigoroso motor 2.8 é ajudado pelo câmbio de 6 marchas de trocas rápidas.

Dirigibilidade – A suspensão macia e a posição de guiar confortável lembram um sedã – a não ser pela altura, é claro.

Segurança – Tem sete airbags, controles de estabilidade e de tração e cintos de três pontos para todos.

Seu bolso – Barata a SW4 nunca foi. Mas cobrar preço digno de Land Rover já é demais.

Conteúdo – No geral, é bem equipada, especialmente frente à geração anterior.

Vida a bordo – Espaçosa para uma família grande e silenciosa ao rodar, não tem as vibrações típicas dos motores a diesel.

Qualidade – Peças bem encaixadas e bom acabamento a distanciam da Hilux.

Veredicto Quatro Rodas

Bonita de ver e boa de dirigir, a SW4 é um exemplo de evolução que esperamos em uma nova geração.

Mas se custasse menos seria mais adequado ao seu posicionamento de mercado.

TESTE DE PISTA (COM DIESEL)  
ACELERAÇÃO  
de 0 a 100 km/h: 13,4 s
de 0 a 1.000 m: 34,5 s – 149,1 km/h
VELOCIDADE MÁXIMA: n/d
RETOMADAS  
de 40 a 80 km/h (em D): 5,7 s
de 60 a 100 km/h (em D): 7,4 s
de 80 a 120 km/h (em D): 9,9 s
FRENAGENS  
60 / 80 / 120 km/h a 0: 18,3 / 31,8 / 74,9 m
CONSUMO  
urbano: 8,9 km/l
rodoviário: 10,6 km/l
RUÍDO INTERNO  
neutro / RPM máximo: 48,5 / 76
80 / 120 km/h: 58,8 / 67,5
AFERIÇÃO  
velocímetro / real: 100 / 94,1 km/h
rotação do motor a 100 km/h em 5 marcha: 1.500 rpm
volante: 3,4 voltas
SEU BOLSO  
preço: R$ 229.
garantia: 3 anos
concessionárias: 141

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