Cinco lições que sua empresa pode aprender com as startups

As empresas em estágio inicial, além de inovadoras, também podem ensinar muito para outras corporações mais consolidadas. Veja o que um executivo de uma grande empresa aprendeu com elas

As startups deixaram há muito tempo de ser apenas uma ideia no papel pelos seus idealizadores. Muitas empresas iniciantes se tornaram referências em inovação e estão influenciando outras companhias maiores, que estão remodelando todo o seu negócio para buscar justamente essa veia inovadora nos seus negócios.

É o caso da Nimbi, especializada em gestão de compras para a cadeia de suprimentos. A companhia investiu R$ 40 milhões para modernizar toda a sua plataforma, reduzindo os custos de adoção para as empresas que a utilizam. Com uma história de mais de 15 anos, a empresa mudou não apenas a sua tecnologia, mas também a sua marca e até a sua sede para se adaptar à inovação buscada – muito inspirada em plataformas como Netflix e Spotify.

Nesse processo todo, o sócio-diretor da empresa, Carlos Henrique Campos, relata um pouco do que aprendeu nesse processo e as lições que tirou ao observar essas startups. Muito disso foi implementado na sua empresa. Veja abaixo cinco lições que o executivo aprendeu com elas:

Defina um ambiente inovador e criativo
Assim como nas startups, as empresas mais consolidadas também devem criar ou mesmo remodelar o seu ambiente de trabalho, de modo a deixá-lo mais inovador e criativo e, por consequência, incentivar os seus colaboradores, aponta Campos. “Com isso é possível nortear uma nova cultura dentro da empresa, estimulando valores que são regidos por inovação, criatividade, além do senso crítico e de equipe, para que cada um dos colaboradores possa trazer novas ideias”, afirma o executivo.

Atualize-se às novas tecnologias
Quando se fala em startups, logo vem à mente as palavras inovação e tecnologia. É intrínseco às ideias de disrupção apresentadas por essas empresas em estágio inicial. E essa é a principal lição a ser tirada quando o assunto é atualização e inovação, avalia o executivo. É preciso se espelhar em sinônimos de inovação, com empresas disruptivas como Netflix, Uber e Spotify para se atualizar às essas tecnologias. A dinâmica do mercado obriga essa reinvenção e observar como as startups executam e se adaptam às novas tecnologias é fundamental para incentivar outras empresas, relata Campos.

Faça o colaborador se sentir em casa
Não há mais espaço para uma cultura organizacional baseada em regras antiquadas e ultrapassadas. A chamada geração millennial – que são os nascidos entre 1977 e 2000 – são profissionais hiperconectados, otimistas, conhecem profundamente a tecnologia, são atraídos pela inovação, tem grande poder de compra e são idealistas. E acima de tudo possuem grande senso de responsabilidade e de crítica, e desejam ter a flexibilidade de levantar da mesa para dar uma volta na hora que bem entenderem. “É preciso entender esse profissional, dando a assistência necessária para que ele possa ter a autoestima elevada para poder inovar dentro da empresa”, afirma Campos.

Quebre as hierarquias
Em uma cultura corporativa convencional, é comum ter os cargos de chefia, de gerência e de execução. Trabalhar de forma horizontal, de igual para igual, foi uma quebra trazida pelas startups. Não estipular essa hierarquia de forma definida também pode ter um impacto positivo para os colaboradores da empresa, avalia Campos. “Eliminar as nomenclaturas tradicionais podem servir para unir as equipe, não definindo o grau de importância – ou seja, o peso de todos os integrantes é igual”, afirma o executivo.

Transponha as metodologias ágeis
Quem conhece um pouco mais a fundo a cultura das startups, sabe muito bem o quão as chamadas metodologia ágeis são utilizadas. Para organizar os processos internos e otimizar a gestão do desenvolvimento de produtos ligados à tecnologia, essas mesmas metodologias podem ser utilizadas em outras áreas da empresa, diz Campos. “É possível utilizar essas metodologias em áreas como marketing e recursos humanos”, diz o executivo. “Tudo isso ligado à cultura de startups, que nada mais é do que ideias inovadoras colocadas em prática no curto prazo”, complementa.

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