Consumo de calcário em São Paulo ainda é baixo; agricultor diz que fruta ganha com a aplicação

Setor de calcário segue passando aos produtores rurais a mensagem de que a calagem necessita ser feita também para que os adubos gerem resultados melhores

O consumo de calcário na agricultura do estado de São Paulo apresentou um crescimento de 13,16% no primeiro semestre deste ano, na comparação com igual período do ano passado.

O Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical) avalia que o cenário ainda requer mais tempo para mostrar se a evolução é sustentável. A alta ocorreu na comparação com o ano de 2015, quando o segmento teve números distantes do ideal.

Ao mesmo tempo, os meses próximos a julho e agosto apresentam picos de venda no consumo de calcário na lavoura paulista.

No campo, os resultados são positivos quando há o processo de calagem, que é a correção da acidez do solo feita com o uso de calcário. A experiência de Alexandre José Rebelato mostra isso. Ele integra a terceira geração de uma família de agricultores. A propriedade da família em Araras, no interior do estado de São Paulo, produz laranja e abacate.

O Ceasa, em São Paulo, é o destino da produção. “Com o calcário, a fruta fica mais bonita”, afirmou o agricultor. Ele relata a importância da análise de solo no início do processo, como forma de apontar as necessidades de insumos nas culturas existentes na propriedade.

João Bellato Júnior, presidente do Sindical, reforça que a alta no consumo se deve a práticas pontuais na agricultura. “Depois de um tempo, o setor canavieiro está retomando o trato cultural correto com o solo”, contou Bellato.

Das culturas mais significativas no estado, o preparo do terreno para o plantio da laranja e cana de açúcar reúne os produtores que mais consomem calcário. Ainda há um avanço significativo na cultura de grãos nas terras paulistas, como os espaços destinados ao milho.

Alexandre José Rebelato faz a aplicação após ouvir especialistas sobre as quantidades necessárias. A fruta gerada nessas áreas tem um “pegamento” melhor, segundo ele. A casca é um dos itens que apresentam melhor aspecto, o que ajuda na comercialização.

O setor de calcário segue passando aos produtores rurais a mensagem de que a calagem também contribui com os resultados, na medida em que a correção da acidez feita de forma preventiva reduz, por exemplo, o total investido em adubos.

Confira abaixo os dados divulgados pelo Sindical:

Consumo de calcário no estado de São Paulo
Período janeiro/junho de 2015 – 1.072.498,55 toneladas
Período janeiro/maio de 2016 – 1.195.545,61 toneladas

Venda de calcário no estado de São Paulo
Período janeiro/maio de 2015 – 788.400,72 toneladas
Período janeiro/maio de 2016 – 878.853,42 toneladas
Website: http://sindical.com.br/

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s