Copom mantém taxa de juros brasileira como a maior do mundo

Segundo os dados do site especializado em renda fixa Desfixa, enquanto os títulos públicos brasileiros de dez anos rendem juros anuais de 15,83%, outros países que também não contam com o grau de investimento ou até exibem classificação de risco bem inferior oferecem um retorno bem menor.

O Brasil é o país que paga mais juros em títulos públicos do mundo e a decisão do Copom, nesta quarta-feira, nada mudou. No último encontro do colegiado, realizado nesta semana, a decisão foi pela manutenção da taxa em 14,25% ao ano, a maior dos últimos dez anos. Mas, no mercado externo, o país paga bem mais. Segundo os dados do site especializado em renda fixa Desfixa, enquanto os títulos públicos brasileiros de dez anos rendem juros anuais de 15,83%, outros países que também não contam com o grau de investimento ou até exibem classificação de risco bem inferior oferecem um retorno bem menor. A Grécia, por exemplo, paga 10,63% ao ano por seus títulos. Já a Venezuela, que passa por uma crise econômica muito mais severa, 11,01%. O segundo país com maior taxa de juros é o Kenya, pagando 14,82%, seguido pela Nigéria (11,77%). Enquanto Standard and Poor”s, Fitch e Moodys atribuem ao Brasil raitings BB, BB+ e Ba2, respectivamente, Quenia recebe as notas B+ pelas duas primeiras agências e é ignorada pela terceira. Já a Nigéria, BB-, BB- e B3.

Segundo o autor do estudo, Arthur Farache, diretor do Desfixa, a diferença entre os juros cobrados no país com os do resto do mundo não está apenas relacionada à crise político-econômica atual, mas ao histórico brasileiro, sempre marcado por taxas de juros elevadas. Outras variáveis também explicam o fenômeno. “Uma das correntes econômicas explica que esta convivência por um longo período com juros elevados leva à necessidade de que as taxas sejam mantidas. Outra questão está relacionada à incerteza jurídica, que leva às pessoas a evitarem investimentos de longo prazo”, explica. Outro fator é a relação entre a baixa propensão à poupança com o elevado déficit fiscal.

O levantamento envolveu 57 países e conclui que a taxa de juros mais baixa do mundo é a Suíça, que rende negativamente (abaixo da inflação) 0,39% ao ano. Já o Japão oferece rentabilidade negativa de 0,07%. Nos Estados Unidos, a taxa de juros praticada é de 1,72% ao ano. A íntegra dos dados encontra-se no http://desfixa.com.br/quanto-pagam-titulos-publicos-outros-paises/

Sobre o Desfixa
O Desfixa visa desmistificar o investimento em renda fixa. O brasileiro é um investidor conservador que ao longo dos anos vem aprendendo a diversificar seus investimentos além da poupança e de imóveis, o Desfixa vem com o propósito de simplificar e mostrar que todo produto de renda fixa é, no fim do dia, uma operação de empréstimo de dinheiro do investidor a determinada organização.

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