Empresas acreditam que a economia colaborativa pode contribuir para a retomada do crescimento do País

Durante Congresso de Excelência em Gestão, FNQ aplicou pesquisa para identificar a percepção do público sobre o assunto

Pesquisa realizada pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) com executivos de pequenas, médias e grandes organizações, revela que 81% dos entrevistados acreditam que a economia colaborativa pode ajudar no resgate da economia brasileira e no combate ao desemprego neste momento de crise. O levantamento foi feito durante o Congresso de Excelência em Gestão no dia 22 de junho e contou com cerca de 130 respondentes.

Quando se trata de criação e liberação dos novos serviços de compartilhamento, 82% dos presentes veem como positivo este modelo de negócio. 15% acreditam ser importante, mas falta regulamentação. Entretanto, 3% dos entrevistados acreditam que serviços de plataformas de compartilhamento como Uber e Airbnb não são serviços confiáveis e comprometem aqueles que já são regularizados.

Para 64% dos representantes das organizações, o poder público deveria facilitar a criação de empresas de economia compartilhada com menos burocracia. Outros 20% acreditam que deva ser incentivada na área da educação e por meio de parcerias com instituições públicas.

Na percepção de 45% dos entrevistados, o maior ganho ao adotar a economia colaborativa é o envolvimento social e inovação. Cerca de 42% acreditam na qualidade de vida e sustentabilidade como principais benefícios. E para os 13% restantes, a produtividade e a parte financeira são o ponto principal neste novo modelo de negócio.

Porém, somente 15% das empresas tradicionais possui algum serviço ou produto colaborativo. É preciso ressaltar que 47% afirmam que pretendem aplicar o modelo dentro da empresa em que trabalha, entretanto, 38% não conseguem desenvolver plataformas colaborativas decorrente das políticas internas.

Na visão de Dora Kaufman, doutora em redes digitais pela ECA/USP, “o fato é que existe uma economia híbrida composta por empresas instituídas no modelo antigo e no modelo novo. Entende-se por economia colaborativa negócios voltados para o compartilhamento e a prática do crowdsourcing. Como as empresas tradicionais, criadas na Revolução Industrial e que possuem em sua essência o controle, a hierarquia e falta de liberdade por conta da burocracia, fica muito difícil desenvolver plataformas voltadas para economia colaborativa. Porém, as empresas tradicionais precisam encontrar um jeito de conviver com essa nova economia”.
Website: http://www.fnq.org.br/CEG2016/

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