Especialistas debatem o uso racional de energia e água nos hotéis

Com a participação do consultor hoteleiro e turístico Caio Calfat, evento realizado em São Paulo mostrou os benefícios dos sistemas de eficiência energética e as novas soluções para financiamento dos projetos

O consultor Caio Calfat participou, nesta semana, do 1º Fórum de Soluções Hoteleiras, organizado pela Revista Hotéis e realizado no Club Homs. Calfat foi o moderador do painel Eficiência Energética na Hotelaria – como reduzir custos sem afetar a qualidade dos serviços prestados. Também participaram do debate outros especialistas, como Ricardo Bezamat, consultor de energia da FBHA (Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação) e diretor da empresa Eficiente Energia e Dilson Jatahy Fonseca Jr., diretor do Catussaba Hotel e presidente da ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis).

Todos os participantes consideraram que é irreversível na hotelaria o crescimento dos sistemas sustentáveis (como reúso de água, uso de lâmpadas de baixo consumo e placas fotovoltaicas para geração de energia solar). Estima-se que o segmento hoteleiro possa obter uma economia energética de 30% a 80% com o emprego de sistemas para gerenciar o consumo de energia e de água. Mas o desafio convencimento dos investidores até o momento era o alto custo inicial para investimento. “A boa notícia hoje é que há financiamentos atrativos no mercado”, explicou Calfat após o evento. Entre estes financiamentos, a longo prazo muitas vezes com juros reduzidos, estão os disponibilizados pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), Banco do Brasil entre outras instituições.

Os hoteleiros que não queiram contratar um financiamento em bancos têm outra solução inovadora no mercado: o contrato de performance. Nele, o hotel assina um acordo com uma das empresas de engenharia especializadas em conservação de energia, chamadas no mercado de ESCOs (sigla em inglês para Energy Services Company). A ESCO fica responsável pelo investimento em técnicos e equipamentos para a implementação, gestão e monitoramento de até cinco ações de eficiência energética (iluminação de lâmpadas de baixo consumo, sistemas de captação de energia solar, geração de gás, água de reúso e películas de controle solar nas janelas). Com a economia obtida na conta nos anos seguintes após o início de operação do sistema, o hotel vai devolvendo à ESCO o investimento realizado. “Quando o hotel termina de pagar todo o serviço, os equipamentos passam a ser de propriedade da hospedagem”, disse Bezamat, que coloca de 3 a 20 anos, em média, o prazo de pagamento deste tipo de contrato.

A recente flexibilização na obtenção dos recursos financeiros nos projetos reforça, na visão do consultor Caio Calfat, que o tema sustentabilidade deve ser visto como solução e não como um problema no setor, em especial em um momento de crise econômica como o Brasil passa hoje. “Energia é um recurso muito caro para não termos o consumo planejado”, diz Calfat.

Website: http://www.caiocalfat.com.br

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