Poupança tem retirada de recursos histórica, reporta Ricardo Guimarães

Saiba mais sobre o pior semestre para a caderneta de poupança brasileira

O primeiro semestre de 2015 foi o pior da história para a caderneta de poupança, pois o volume de saques superou em mais de 38,5 bilhões de reais os depósitos. Entre os fatores que influenciaram esses resultados estão o aumento da Selic e da inflação. Segundo o Banco Central, apenas no sexto mês do ano os brasileiros retiraram 6,2 bilhões a mais do que o que foi depositado.

Segundo dados do Banco Central, a poupança teve o pior semestre da história nos seis primeiros meses de 2015. Isso porque o mês de junho, assim como todos os meses anteriores do ano em questão, registrou perdas de recursos para a aplicação. Em números mais detalhados, o empresário brasileiro Ricardo Guimarães, presidente do Banco BMG, reporta que, de acordo com a autoridade monetária brasileira, nos seis primeiros meses de 2015, houve uma retirada de recursos por parte dos correntistas de 38,5 bilhões de reais a mais do que o que foi depositado.

Ricardo Guimarães noticia que o total de retiradas da caderneta feitas pelos brasileiros foi equivalente a 948,1 bilhões de reais, enquanto os depósitos somaram apenas 909,6 bilhões. Destarte, a poupança teve sua pior captação líquida, que é a diferença entre os recursos depositados e os valores retirados, para um primeiro semestre em toda a história. O empresário do Banco BMG reporta que durante o sexto mês de 2015, os saques representaram 6,2 bilhões de reais a mais que os depósitos, o que tornou o mês o pior junho de todos os tempos em relação à captação líquida.

Na comparação com o mês anterior, os dados são relativamente semelhantes, já que em maio de 2015 essa diferença também superou os 6 bilhões, pois foram depositados 162,8 bilhões de reais, enquanto que os saques corresponderam a mais de 169,1 bilhões, destaca o presidente do Banco BMG.

Ricardo Guimarães informa que esses dados negativos no primeiro semestre de 2015 foram reflexos de alguns fatores que acabaram tornando a poupança um investimento menos atraente. Um dos aspectos de maior peso negativo em relação à caderneta foi o aumento da Selic, que representa a taxa básica de juros da economia. Isso porque com os juros mais altos, a poupança deixou de ser vantajosa quando comparada com outros tipos de aplicação financeira.

O executivo do Banco BMG cita que, de acordo com a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), no atual quadro econômico, somente no caso das aplicações serem feitas em períodos menores que seis meses é que a poupança apresenta alguma vantagem em relação aos fundos de investimento.

Ricardo Guimarães noticia também que a elevação da inflação é mais um fator que prejudica a caderneta, já que torna esse investimento menos lucrativo. Nos 12 meses compreendidos entre o começo do segundo semestre de 2014 e o final do primeiro semestre de 2015, a poupança apresentou rendimento de 7,43% equivalente à Taxa Referencial mais 6,17% anualmente, o que está abaixo da inflação, reporta o presidente do Banco BMG.

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