Segmento de ground handling faz balanço positivo das operações durante os Jogos Olímpicos Rio 2016 e se prepara para os desafios dos Jogos Paralímpicos

Check in remoto na Vila Olímpica foi um dos pontos altos da operação, na visão da associação do setor. Grande número de voos não regulares (aviação executiva, táxi aéreo, fretamento e charter) mostrou a importância de contar com um bom número de empresas auxiliares habilitadas para o atendimento em solo

Para o segmento de ground handling, o balanço das operações durante os Jogos Olímpicos Rio 2016 foi extremamente positivo. Mesmo com as dificuldades inerentes a um evento desta magnitude, as empresas de serviços auxiliares do transporte aéreo, as ESATAS, não mediram esforços para o sucesso dos Jogos Olímpicos e agora se preparam para um desafio ainda maior os Jogos Paralímpicos.

A avaliação é do presidente da Abesata, Ricardo Aparecido Miguel. As empresas associadas à entidade representam mais de 80% do mercado de ground handling no país. Para Miguel, um dos pontos altos foi a logística criada para o check in remoto, na Vila Olímpica, com suporte dos Correios, e grande alívio para os aeroportos. O presidente da Abesata também elogiou a dinâmica de funcionamento da Sala Master de Comando e Controle do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), situada no DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), onde a entidade esteve representada, e participou de importantes tomadas de decisão.

“Um evento global como os Jogos Olímpicos mostra como é importante contar com um bom suporte de empresas especializadas em ground handling, uma vez que o número de voos não regulares (aviação executiva, táxi aéreo, fretamento e charter) é muito grande, trazendo delegações, convidados e até turistas”, explica o presidente da Abesata. A demanda por ESATAS é compreensível nestas situações porque os voos não regulares não podem usar os próprios serviços em solo, ainda que internalizem o ground handling, pois estão fora de suas bases. Precisam necessariamente recorrer aos serviços especializados de uma ESATA.

Agora, as empresas de ground handling estão focadas nos preparativos para as Paralimpíadas, quando o volume de passageiros é menor em comparação com os Jogos Olímpicos, mas o atendimento precisa ser diferenciado dado ao grande número de pessoas com necessidades especiais. Na parte de carga, já se sabe que o volume de carga processado é ainda maior que nos Jogos Olímpicos porque os atletas que usam cadeiras de rodas, por exemplo, levam três, uma para competir, uma reserva e a de uso normal. “São cadeiras que chegam a pesar 150 quilos e têm altíssimo valor agregado, chegando a custar até R$ 150 mil”, disse o presidente da Abesata.

Em todo país, existem hoje 122 ESATAS no Brasil e juntas empregam 31.800 pessoas. Mais informações www.abesata.org

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