Sérgio Cortes informa sobre nova descoberta em relação a doença de Alzheimer

Cientistas alemães fazem descoberta importante sobre a doença de Alzheimer

Um grupo de médicos especializados em neurociência divulgaram recentemente os resultados de uma pesquisa capaz de revolucionar a forma como conhecemos atualmente o mal de Alzheimer, noticia Sérgio Cortes. Os médicos, que trabalham no Centro Alemão de Doenças Degenerativas, localizado na cidade de Colônia, estudaram a fundo um novo método de investigação da doença, o qual pode ser capaz de identificá-la precocemente, antes inclusive do paciente vir a apresentar qualquer sintoma.

A grande descoberta feita nesse estudo diz respeito e uma determinada área do cérebro através da qual é possível perceber se a doença já está em desenvolvimento de forma precoce ou se possui chances de se desenvolver no futuro. Com a pesquisa, os médicos conseguiram fazer imagens dessa parte do cérebro e identificar que, quando existem espaços claros em ao menos duas regiões, é porque o mal de Alzheimer tem chances de se desenvolver.

Mesmo fazendo tão pouco tempo que o estudo foi divulgado, a pesquisa já venceu um importante prêmio internacional organizado pela Sociedade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular, dos Estados Unidos, como “imagem do ano” para a comunidade científica, informa Sérgio Cortes.

Segundo Mario Louzã, que faz parte do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, a descoberta mais surpreendente desse estudo foi o mapeamento específico dos locais em que as proteínas tau e beta-amiloide se acumulam, algo que tem relação direta com a doença. Para conseguir chegar aos resultados obtidos nesse mapeamento, os neurocientistas precisaram utilizar três tipos distintos de contraste, para que a localização da doença se tornasse mais visível nas imagens obtidas através da tomografia, noticia o médico Sérgio Cortes.

A partir de agora, o próximo desafio da pesquisa iniciada pelos neurocientistas alemães de Colônia será estudar a possibilidade de ação das proteínas tau e beta-amiloide de forma integrada, pois de acordo com os resultados obtidos anteriormente, existem indicações de que nos cenários em que ambas as substâncias estão concentradas, a capacidade destrutiva da doença fica acima do que é esperado.

A doença de Alzheimer, que foi descoberta no início do século XX pelo psiquiatra e neuropatologista Alois Alzheimer, é uma doença degenerativa do sistema nervoso, ou seja, é uma enfermidade que causa uma atrofia progressiva, a qual com o tempo faz com que o portador da doença perca a habilidade de memorizar e até mesmo de falar e pensar como antes, informa o médico Sérgio Cortes.

Por ser mais comum em pacientes com mais de 65 anos, o mal de Alzheimer possui um diagnóstico difícil pois seus sintomas se confundem com sinais comuns de uma pessoa com a idade avançada. Por esse motivo, a doença muitas vezes só é descoberta de forma tardia.

Em relação as causas dessa enfermidade, as mesmas continuam sendo um objeto de estudo por parte dos cientistas, explica o médico Sérgio Cortes. Entre as causas mais plausíveis, os especialistas acreditam que o Alzheimer seja provocado por um conjunto de fatores que englobam aspectos neuroquímicos, ambientais e infecciosos.

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