Taxas futuras de juros sobem com tensão sobre cenário fiscal

Às 9h30, o DI para janeiro de 2016 estava a 14,31%, ante 14,325% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2017 apontava 14,59%, ante 14,43% no ajuste de ontem

São Paulo – Os juros futuros têm mais uma manhã de forte alta nesta quarta-feira, 2, refletindo a contínua tensão dos investidores com os rumos da política fiscal no Brasil e possibilidade de perda da nota de grau de investimento dada ao País.

No começo da sessão, a produção industrial fraca fez as taxas de curto prazo recuarem um pouco, mas esse movimento foi pontual e passageiro. A criação de vagas abaixo do esperado no setor privado dos EUA também desacelerou as taxas de longo prazo.

“Mas o mercado reage momentaneamente a dados. Predomina o temor com um rombo maior do que os R$ 30,5 bilhões previstos pelo governo no Orçamento de 2016 e a possibilidade de o Congresso derrubar vetos de Dilma, impactando as contas públicas, além do risco de downgrade”, disse um operador ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

Há receio de piora do quadro fiscal se o Congresso rejeitar, a partir das 14 horas, os vetos presidenciais com impactos nos cofres públicos. De 26 que podem ser derrubados, o Planalto teme o custo de quatro (pelo menos R$ 75 bilhões nos próximos dez anos).

A maior expectativa, no entanto, é pela decisão e comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic, na noite de hoje. Segundo pesquisa AE Projeções, 58 entre 61 instituições do mercado financeiro apostam em estabilidade do juro, enquanto três esperam um aumento de 0,25 ponto porcentual.

Às 9h30, o DI para janeiro de 2016 estava a 14,31%, ante 14,325% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2017 apontava 14,59%, ante 14,43% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2021, 14,54%, de 14,39%. Em Nova York, o juro da T Note de 10 anos subia a 2,1764%.

No Brasil, a queda de 1,5% na produção industrial em julho ante junho é a maior, considerando todos os meses, desde dezembro de 2014, quando caiu 1,8% em relação a novembro do mesmo ano, informou o IBGE.

Considerando apenas os meses de julho, o desempenho é o pior desde 2013, quando a queda na margem foi de 3,6%. No confronto de julho contra igual mês do ano passado, a indústria registrou queda de 8,9%, a 17ª retração consecutiva e a maior para o mês desde 2009, quando caiu 10,0%, segundo o órgão.

Nos Estados Unidos, houve criação de 190 mil vagas no setor privado, abaixo da previsão de 200 mil novos postos de trabalho.

O número da ADP/MA é considerado um indicador sobre a tendência do relatório mensal sobre o mercado de trabalho do governo dos EUA (payroll), que engloba também dados do setor público e será divulgado na sexta-feira (04).

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