10 novidades sobre o mercado que você precisa saber

Michel Temer enfrenta resistência de economista para chefiar a Petrobras, e Gerdau pode virar alvo de processo de acionistas nos EUA

Confira as principais novidades do mercado desta quinta-feira (19):

Economista resiste a convite para chefiar Petrobras

O economista Pedro Parente tem resistido ao convite de Michel Temer para ocupar a presidência da Petrobras no lugar de Aldemir Bendine.

Parente foi ministro de FHC, e, segundo pessoas próximas ouvidas pelo Valor Econômico, não quer voltar a assumir cargos públicos porque levou dez anos para se livrar de todos os processos.

Gerdau é alvo de processo de investidores nos EUA

Investidores da Gerdau nos Estados Unidos estão estudando abrir um processo contra a fabricante de aço brasileira por perdas sofridas em razão de investigações na operação Zelotes.

Segundo o Valor Econômico, cinco escritórios de advocacia norte-americanos acreditam que podem abrir uma ação pedindo ressarcimento pelas perdas com os papéis da empresa.

Por corrupção, balanço da Cemig não sai nos EUA e ações caem

Além da Eletrobras (ELET3), outra companhia brasileira que enfrenta problemas nos Estados Unidos é a Cemig (CMIG4).

As ações da empresa despencaram nesta quarta-feira (18), após a companhia ter anunciado que não entregou à SEC (órgão regulador do mercado americano) seu balanço de 2015 dentro do prazo estipulado.

Em comunicado, a Cemig afirmou que as informações não foram entregues por não terem ainda sido finalizadas as investigações de corrupção na Norte Energia, consórcio responsável pela hidrelétrica de Belo Monte.

Câmara aprova MP com mudanças no setor elétrico

A Câmara dos Deputados aprovou uma Medida Provisória que vai aumentar a conta de luz em todo o país, com o repasse de R$ 668 milhões por ano para bancar as distribuidoras do Norte e do Nordeste.

Segundo o Valor Econômico, a votação do repasse aos consumidores foi o primeiro embate entre a base do governo provisório de Temer e a oposição, que agora inclui PT, PCdoB, PDT, Psol e Rede.

Centrais sindicais Força e UGT estudam fusão para superar CUT

A Força Sindical e a UGT (União Geral dos Trabalhadores) discutem uma fusão para criar uma entidade que supere a CUT (Central Única dos Trabalhadores) em número de sindicatos, de acordo com a Folha de S.Paulo.

Juntas, as duas organizações têm 27% dos sindicatos, mas a arrecadação supera em 50% a da CUT.

No Senado, já se fala em rombo de R$ 200 bi nas contas públicas

O presidente interino Michel Temer disse a senadores que pretende revisar o resultado negativo da meta fiscal dos R$ 96 bilhões pedidos por Dilma para cerca de R$ 150 bilhões.

De acordo com a Folha de S.Paulo, no entanto, senadores que estiveram presentes no encontro afirmam que o rombo pode até passar de R$ 200 bilhões, segundo estimativas.

Novo presidente do Banco Central vê panorama sombrio

O novo presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn, chega ao cargo com uma visão sóbria a respeito da maior economia da América Latina.

Como economista-chefe do maior banco do Brasil por valor de mercado, o Itaú Unibanco, Goldfajn previa uma contração econômica de 4 por cento, superior aos 3,7 por cento da mediana das projeções de 41 economistas participantes de uma pesquisa da Bloomberg.

Agora que comandará o BC, nomeação pendente de confirmação pelo Congresso, ele terá que usar as ferramentas disponíveis para provar que estava errado em relação ao PIB e tentar recuperar a economia, mantendo ao mesmo tempo a inflação sob controle e reduzindo as taxas de juros, hoje no nível mais alto em uma década.

Aumento de imposto da gasolina pode beneficiar etanol

O governo federal estaria estudando um imposto mais elevado para a gasolina com o objetivo de reduzir o crescente déficit fiscal do Brasil. A decisão beneficiaria as produtoras de etanol do país.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, está considerando elevar a chamada Cide, um imposto aplicado aos preços da gasolina, como alternativa à volta da CPMF, publicou na terça-feira o jornal Folha de S.Paulo sem citar onde conseguiu a informação. Qualquer discussão sobre possíveis aumentos de impostos ainda é prematura porque o governo continua avaliando os problemas financeiros do país, disse Meirelles a repórteres, em Brasília, menos de uma semana depois de ser nomeado para o cargo.

Meirelles prevê mais cortes sem reforma da Previdência

Ainda sem informar o tamanho real do rombo das contas governamentais este ano, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ameaçou nesta quarta-feira, 18, fazer mais e maiores cortes nos gastos federais caso o governo não consiga aprovar uma reforma da Previdência que valha também para os trabalhadores ainda na ativa.

Foi a primeira vez que uma autoridade do governo falou claramente em alterar direitos já em vigor.

Não fazer isso, na avaliação do ministro, seria uma “má solução” para a Previdência e não ajudaria a solucionar os problemas fiscais que estão no centro da crise brasileira.

Em 3 dias úteis, governo Temer mostra incoerência

“Paciência. Não estou sendo bem compreendido. Estou sendo incapaz de transmitir a vocês com competência aquilo que vocês me perguntam”, disparou o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. Ele frisou que são apenas dois úteis de governo e exigências como se estivessem no comando há quatro anos.

A ira do ministro se deve a má repercussão das idas e vindas dos três dias úteis de governo do presidente em exercício Michel Temer.

A estrutura Temer tem corrido para recuar da impressão negativa de medidas tomadas pelo governo desde o momento em que ele foi instalado.

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