10 novidades sobre o mercado que você precisa saber

Bancos privados concentraram 80% dos lucros do PSI, programa de crédito público subsidiado conhecido como "bolsa empresário"

São Paulo – Confira as principais novidades do mercado desta segunda-feira (11):

Bancos privados também lucraram com ‘bolsa empresário’ do BNDES

Os bancos comerciais concentraram os lucros do maior programa de crédito público subsidiado já feito no País, o Programa de Sustentação do Investimento, conhecido como PSI.

A instituição que liderava o programa, o BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, teve papel marginal na concessão do crédito.

Os bancos comerciais repassaram R$ 327 bilhões de recursos do Tesouro Nacional e ficaram com mais de R$ 8 bilhões do total de R$ 10 bilhões em spreads que foram gerados pelas operações. O BNDES, enquanto isso, ficou com menos de R$ 2 bilhões.

Distribuidoras passarão a importar gás

A Petrobras deu mais um sinal de que pretende reduzir sua presença no mercado de gás, de acordo com o Valor Econômico. A estatal quer deixar para o governo e demais agentes do setor a negociação sobre renovar ou não o contrato de importação de gás da Bolívia, que vence em 2019.

Hoje, a Petrobras assume os riscos de uma cláusula que fixa volumes mínimos de compra de gás. A partir de 2019, no entanto, pretende comprar a metade, para refinarias e termelétricas.

BM&FBovespa aumenta fatia na bolsa de Santiago

A BM&FBovespa informou a aquisição de 2 por cento da Bolsa de Comercio de Santiago por 8,4 milhões de reais, elevando sua fatia para 10,4 por cento e um investimento total de 52 milhões de reais.

Esse é o segundo aumento de participação em bolsas da América Latina anunciada pela BM&FBovespa nesta semana.

Na quarta-feira, a companhia anunciou investimentos de 44 milhões de reais em fatia na bolsa de valores da Colômbia.

Cielo diversifica serviços e quer vender softwares a varejistas

Apesar de deter 53% do mercado de maquininhas de cartão, a cielo percebe que o setor pode se transformar rapidamente com as startups de serviços financeiros, e pretende ampliar suaa atuação, com foco maior nos varejistas.

A empresa deve lançar este mês uma versão personalizada de serviço de big data para empreendedores, e já criou um botão para compras em apenas um toque, semelhante ao da Amazon.

A Cielo ainda deve trazer em breve ao país uma assistente pessoal virtual, que recebe comando de voz e pode fazer compras pela internet.

Disputa pela Oi envolve PwC e Deloitte, dizem fontes

O escritório Alvarez & Marsal e as empresas de auditoria independente PricewaterhouseCoopers e Deloitte & Touche estão disputando mandato para administrar o grupo de telecomunicações Oi, que pediu recuperação judicial, segundo duas fontes familiarizadas com o assunto.

A Oi pediu no mês passado proteção judicial contra credores em 65,4 bilhões de reais de títulos, dívida bancária e passivos operacionais. O juiz encarregado do caso pediu que a Anatel indicasse candidatos para administrar o processo.

Nesta sexta-feira, o regulador estendeu o prazo para as inscrições até o dia 11, segunda-feira.

Conselho da Estácio indica venda para Kroton, dizem fontes

O Conselho de Administração da Estácio Participações aprovou, em reunião nesta sexta-feira, a oferta de compra da empresa pela Kroton Educacional, disseram à Reuters duas fontes a par do assunto.

Segundo as fontes, que falaram sob condição de anonimato, uma assembleia extraordinária da Estácio será convocada para que os acionistas deliberem sobre o negócio.

Em 1º de julho, a Kroton melhorou sua proposta pela Estácio, que também é cortejada pela Ser Educacional.

Sem acordo, Nippon apoiará indicação judicial na Usiminas

A Nippon Steel & Sumitomo Metal afirmou à Justiça de Minas Gerais que vai apoiar indicação judicial para presidente-executivo da Usiminas se não chegar a um acordo com a Ternium para comandar a siderúrgica brasileira na reunião de conciliação na segunda-feira, disse à Reuters nesta sexta-feira uma fonte com conhecimento do assunto.

A Nippon, que integra o grupo de controle da Usiminas com a Ternium, não aceita que a companhia seja comandada por Sergio Leite, executivo veterano da siderúrgica eleito em reunião do Conselho de Administração no final de maio. Segundo a fonte, a eleição de Leite, que teve apoio da Ternium, foi feita por meio de procedimento que violou acordo de acionistas e a Lei das SA.

A Nippon abriu processo na Justiça de Minas Gerais para cancelar a reunião que elegeu Leite e a juíza do caso pediu posicionamento das partes antes da audiência de conciliação na segunda-feira.

Caixa quer levantar fundo de R$ 4 bi em volta de FIDC

A Caixa Econômica Federal, segundo maior banco do Brasil, está retornando ao mercado de fundo de investimento em direitos creditórios após dois anos de ausência para tirar vantagem do apetite crescente dos investidores por risco.

A Caixa planeja levantar até R$ 4 bilhões (US$ 1,2 bilhão) para o FIDC que gerencia, disse o banco em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no mês passado.

O FIDC da Caixa investirá na carteira de cartão de crédito consignado focada em pensionistas do INSS do Banco BMG.

MP decide que “pedaladas” no BNDES não são crime

A Procuradoria da República no Distrito Federal entendeu que os atrasos em repasses do Tesouro Nacional para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), uma das “pedaladas” do governo Dilma Rousseff, não foram empréstimos ilegais.

A conclusão consta de despacho do procurador Ivan Marx, no qual ele arquiva procedimento aberto para apurar se houve crime de integrantes da equipe econômica nessas operações específicas.

O procurador ainda vai se manifestar sobre outras manobras atribuídas à gestão da petista, inclusive os atrasos na transferência de recursos do Plano Safra para o Banco do Brasil – um dos fundamentos formais do processo do impeachment. Ele adianta que, nesse caso, sua posição deve ser a mesma. “Foi muito similar (a prática) e, possivelmente, eu vá dizer que não existe (crime).”

Deputados antecipam eleição para presidente da Câmara para 4ª

Líderes de partidos chegaram a um consenso na noite de domingo e marcaram a eleição do novo presidente da câmara, que vai substituir Eduardo Cunha, para às 19h desta quarta-feira.

Inicialmente, o pleito estava marcado para a quinta-feira, mas os líderes protestaram, suspeitando que esta seria uma manobra do presidente interino, Waldir Maranhão, para cancelar a disputa em cima da hora, sair de recesso e continuar no cargo por mais três semanas.

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