10 novidades sobre o mercado que você precisa saber

Após rompimento do PMDB com o governo, Planalto começa a articular distribuição de cargos e advogados planejam pedir impeachment de Temer

São Paulo – Confira as principais novidades do mercado desta quarta-feira (30):

Sem PMDB, governo tenta atrair apoio com cargos e verbas

Após o rompimento do PMDB com o governo, o Planalto vai intensificar a liberação de cargos e verbas para a emenda. O partido era o maior apoiador da base aliada, e, sem os votos do PMDB, aumentam os riscos da aprovação do impeachment na Câmara.

Segundo o jornal Valor Econômico, após reunião com Lula, Dilma teria decidido aumentar o espaço de partidos como PP e PR, que podem ser estratégicos para evitar o impachment.

Advogados vão pedir saída de Temer com argumento usado contra Dilma

Um grupo de advogados estuda apresentar um pedido de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer, segundo a Folha de S.Paulo. A ideia é usar o mesmo texto da OAB, que nesta semana pediu o afastamento de Dilma do cargo.

Os argumentos apresentados, segundo os advogados, valem para ambos: são citados na delação de Delcídio do Amaral e assinaram decretos das pedaladas fiscais.

Cunha prevê que processo de impeachment durará até outubro

Numa visão mais realista do andamento do processo de impeachment da presidente Dilma, o presidente da Câmara trabalha com um prazo que estenderia o trâmite do afastamento até outubro, mês das eleições municipais. Nas contas do peemedebista, a Casa conclui o exame da admissibilidade da ação no máximo em 19 de abril, passando o processo para o Senado até 30 de abril.

O calendário de Cunha considera os prazos regimentais para análise do impeachment.

Moro pede desculpas por divulgar grampos de Lula

Em ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF), o juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba, pediu “escusas” à Corte e disse que a divulgação de áudios do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teve intuito “político-partidário”.

O comunicado foi enviado ao ministro Teori Zavascki, que solicitou esclarecimentos a Moro ao determinar a remessa de todo o material das conversas de Lula ao Supremo.

Standard & Poor’s rebaixa ratings da Odebrecht

A agência de classificação de risco rebaixou o rating da Odebrecht Engenharia e Construção de “BB+” para “BB” em escala global, com perspectiva negativa. Dessa forma, a empresa fica dois níveis abaixo do grau de investimento.

O rating em escala nacional também foi rebaixado, de “brAA+” para “brA”. A S&P afirma que as condições de negócio da empresa têm se deteriorado.

Abilio Diniz eleva participação no Carrefour

O empresário Abilio Diniz elevou sua participação no conglomerado varejista francês Carrefour, de 5,1% para 8,05%, por meio de sua firma de investimentos Península Participações.

A empresa já tinha divulgado a intenção de aumentar a fatia no Carrefour, e afirmou em nota que a operação “reflete sua confiança na empresa e no potencial de crescimento do grupo Carrefour”.

Conselho da Petrobras terá pouca renovação em 2016

As poucas mudanças pelas quais passará o atual Conselho de Administração da Petrobras a partir de abril incluem a saída do último conselheiro que já teve relação com a Vale, encerrando uma fase em que executivos e nomes ligados à mineradora tiveram grande influência na petroleira.

O grupo, chamado “turminha da Vale” pelo presidente da petroleira, Aldemir Bendine, ficou marcado por discordar ou expor discordâncias em relação a diretrizes da diretoria executiva da Petrobras ao longo do ano passado.

Banco Central quebra rotina das atuações no câmbio

O aumento da aposta em impeachment da presidente Dilma reverteu a pressão de alta sobre o dólar e também levou o Banco Central a inverter suas atuações no câmbio. Em vez de vendedor, o BC agora é comprador de dólar futuro por meio dos swaps reversos.

Além disso, a previsibilidade das atuações no câmbio parece ser coisa do passado. O tipo e volume das ofertas nos leilões dependem das condições do mercado.

Sobra de energia de Belo Monte poderá ser vendida 50% mais caro

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou que, no próximo leilão de energia, a usina de Belo Monte podera vender eletricidade ao custo de até R$ 115,57 por megawatt-hora (MWh).

Em 2010, o consórcio Norte Energia venceu a disputa pela usina oferecendo R$ 78,90 por MWh.

Cooperativas de crédito crescem mais rápido que bancos

As cooperativas de crédito tiveram crescimento dos financiamentos em ritmo superior ao do sistema bancário do país em 2015, aproveitando-se da alta capilaridade e da oferta de taxas mais competitivas num momento de juros em níveis recordes.

Maior do país no setor, o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) fechou o ano passado com 34,7 bilhões de reais em crédito, alta de 9,2 por cento ante 2014.

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