BC perde R$ 6,758 bi com swap cambial em julho até dia 8

Operações de swap cambial causaram prejuízo de R$ 6,758 bilhões ao Banco Central até o dia 8 de julho

Brasília – Após lucro de R$ 22,737 bilhões com as operações de swap cambial em junho, o Banco Central registrou perda de R$ 6,758 bilhões com esses leilões nos primeiros 8 de dias de julho pelo critério caixa, conforme informou nesta quarta-feira, 13, a instituição.

Pelo conceito de competência, o prejuízo em julho até o dia 8 foi de R$ 4,551 bilhões. O resultado pelo critério de competência inclui ganhos e perdas ocorridos no mês, independentemente da data de liquidação financeira.

A liquidação financeira desse resultado (caixa) ocorre no dia seguinte, em D+1. O estoque de swaps cambiais do BC está na casa de US$ 60 bilhões, mas já superou os US$ 100 bilhões no passado.

Com a retomada dos leilões de swap cambial reverso diariamente desde o dia 1º deste mês, esse saldo tende a diminuir.

Em contrapartida ao prejuízo dos primeiros dias deste mês com os swaps, o BC obteve um lucro de R$ 33,737 bilhões com a rentabilidade na administração das reservas internacionais. Entram nesse cálculo ganhos e prejuízos com a correção cambial, a marcação a mercado e os juros.

O resultado líquido das reservas, que é a rentabilidade menos o custo de captação, ficou positivo em R$ 26,239 bilhões em julho até o dia 8. O resultado das operações cambiais no período ficou no azul em R$ 21,689 bilhões.

No acumulado do ano até a mesma data, o lucro com swap soma R$ 62,905 bilhões pelo resultado caixa e R$ 74,156 bilhões pelo competência. Já a rentabilidade das reservas internacionais no período está negativa em R$ 200,601 bilhões, com resultado líquido negativo em R$ 237,112 bilhões e operações cambiais também negativas de R$ 162,957 bilhões.

O BC sempre destaca que, tanto em relação às operações de swap quanto à administração das reservas internacionais, a autarquia não visa lucro, mas fornecer proteção (hegde) ao mercado em tempos de volatilidade e manter um colchão de liquidez para momentos de crise.

O presidente do BC, Ilan Goldfajn, e alguns de seus novos diretores já comentaram que é possível debater o tamanho das reservas internacionais do País, atualmente na casa de US$ 370 bilhões, mas declararam que essas discussões devem ocorrer mais para frente, quando o País não estiver passando por um momento delicado como o atual.

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