Bolsa -1,6%, Netshoes -9,9%…

Dia de tensão no mercado

O dia foi de queda nas bolsas ao redor do mundo com os temores dos desdobramentos da bomba lançada pelos Estados Unidos. No fim da manhã desta quinta-feira. os Estados Unidos soltaram sua bomba não nuclear mais potente no Afeganistão. O Ibovespa caiu 1,6% e fechou no menor nível em três meses, com 62.820 pontos. Fecharam o dia com perdas 47 das 59 ações do índice. Nos Estados Unidos, o Dow Jones caiu 0,67%; o S&P, 0,68%; e o Nasdaq, 0,53%. Na Europa, o Stoxx Europe 600 recuou 0,35%, enquanto o índice alemão DAX 30 recuou 0,38%, e o britânico FTSE 100, 0,29%.

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Embraer em baixa

Com a queda nesta quinta-feira o Ibovespa terminou a semana com perdas de 2,7%. Amanhã, devido ao feriado de Paixão de Cristo o mercado brasileiro ficará fechado. Entre as maiores quedas desta quinta-feira estão as ações da fabricante de aviões Embraer, que divulgou seus dados operacionais do primeiro trimestre. A empresa entregou 18 aeronaves comerciais e 15 executivas no primeiro trimestre. A entrega na aviação comercial caiu 14,2% na aviação executiva, 34,8% na comparação com igual período de 2016. A carteira de pedidos firmes a entregar (“backlog”) da companhia encerrou março em 19,2 bilhões de dólares, um recuo de 12,3% na comparação anual.

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Novatas: Netshoes em baixa, Azul em alta

As ações da companhia de e-commerce esportivo Netshoes voltaram a fechar em queda nesta quinta-feira, após a estreia na bolsa de Nova York na quarta-feira. Nesta quinta-feira os papéis caíram 9,9% e fecharam a 14,50 reais. No acumulado dos dois dias a queda foi de 19,4%. Já os papéis da companhia aérea Azul, que estreou na bolsa brasileira e na americana na terça-feira, fechou esta quinta com leve alta de 0,13%. No acumulado da semana a alta da companhia é de 5,3%.

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1,6 bi de economia

O governo federal cancelou quase 85.000 auxílios-doença que vinham sendo pagos indevidamente, o que trouxe uma economia de 1,6 bilhão de reais aos cofres da União. A avaliação dos benefícios começou em julho do ano passado, após o governo identificar 1,7 milhão de pessoas que estavam recebendo o benefício por determinação judicial sem que tivessem passado por avaliação médica nos últimos dois anos. Até agora foram realizadas 87.517 perícias, o que resultou no cancelamento de 73.352 benefícios, ou 84% do total. O índice é bastante superior ao anunciado inicialmente pelo governo, que disse trabalhar com uma expectativa de reversão de 30% dos benefícios. Outros 11.502 auxílios-doença foram cancelados devido à ausência dos convocados.

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GPA avança

O Grupo Pão de Açúcar (GPA), maior varejista do país, anunciou um aumento de 9,5% no faturamento do primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2016. A receita totalizou 10,5 bilhões de reais. Já a rede francesa Carrefour teve um crescimento de 6,2% no faturamento no primeiro trimestre, totalizando 75,5 bilhões de reais. No conceito “mesmas lojas” (lojas abertas há pelo menos 12 meses), ambas as companhias tiveram o mesmo desempenho em comparação com os três primeiros meses de 2016: crescimento de 5,6%. Analistas têm enxergado nos números sinais de uma recuperação de market share do Extra, que faz parte do GPA, em meio a uma possível piora nas vendas dos hipermercados do Carrefour. A divulgação completa dos resultados do GPA está prevista para o fim de abril.

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Ambev desiste

A cervejaria Ambev desistiu de construir uma fábrica de latas de alumínio e garrafas de vidro em Santa Cruz, na cidade do Rio de Janeiro, devido a incertezas no processo de aprovação de seu plano de investimento. A unidade estava avaliada em 650 milhões de reais. “A incerteza em relação ao processo de aprovação de investimento numa fábrica de alumínio no Rio de Janeiro, inclusive em função da manutenção da decisão judicial que impede a concessão de novos benefícios no estado, torna imprevisível a implantação da referida fábrica”, informou a companhia em nota. Uma liminar obtida pelo Ministério Público fluminense em outubro de 2016 proíbe o governo de conceder, ampliar e renovar benefícios fiscais ou financeiros em favor de empresas por dois anos.

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Novo presidente no Bank of America BR

O executivo Eduardo Alcalay, que deixou a GP Investimentos no fim de 2016, vai assumir o comando do Bank of America Merrill Lynch no Brasil, segundo anúncio feito nesta quinta-feira. Alcalay substituirá Rodrigo Xavier no fim de junho, enquanto isso Xavier vai preparar a transição. Alcalay estava na gestora desde 2005. De 2008 e 2012, atuou como presidente do grupo de ensino Estácio, que fazia parte do portfólio da GP. Antes de entrar na GP, Alcalay foi sócio da Singular Partners, butique de investimentos que prestava assessoria em processos de fusões e aquisições. Também foi chefe da área de fusões e aquisições no antigo Banco Garantia.

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