Bolsa +1,85%; Governo revisa PIB….

De volta aos 61.000

Após duas semanas de queda, o Ibovespa subiu 1,85% nesta segunda-feira e fechou com 61.070 pontos. O dia também foi de alta nos principais índices americanos. O S&P 500 bateu sua máxima histórica com ganhos principalmente nas ações do setor de petróleo e gás. O preço do barril de petróleo disparou com as sinalizações otimistas de Irã e Iraque em relação ao acordo para redução da produção de petróleo da Opep, que deve ser assinado dia 30. Por aqui, as ações preferenciais da Petrobras subiram 7,3%; e as ordinárias, 5,1%. Destaque também para as ações da mineradora Vale, que tiveram alta de 5,5%. Já o dólar caiu 1%, fechando o dia em 3,35 reais. A baixa levou a uma queda nos papéis de exportadoras como JBS e Embraer, que recuaram 2,9%.

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2017: PIB de 1%

O Ministério da Fazenda anunciou nesta segunda-feira suas novas projeções econômicas. A previsão para este ano passou de uma retração de 3% para 3,5%, enquanto para o ano que vem a expectativa agora é de um crescimento de 1%, ante a previsão anterior de alta de 1,6%. “O que realmente causou essa recessão foi uma queda na confiança causada por questões fiscais”, disse Fabio Kanczuk, secretário de Política Econômica. Ele afirmou que a redução não tem relação com a eleição de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, mas admitiu que um aumento da inflação e dos juros americanos devem provocar a desvalorização do real.

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Plano de BB é bem recebido

As ações do Banco do Brasil subiram 7,8% nesta segunda-feira e tiveram a maior alta do dia. Investidores receberam bem a reestruturação anunciada pelo banco, que reduzirá o número de agências e oferecerá um plano de aposentadoria incentivada para até 18.000 funcionários. “O programa é positivo, colocando em prática o compromisso da nova administração de melhorar a lucratividade”, ressaltaram os analistas do banco Goldman Sachs em relatório. Para eles, o lucro da companhia pode avançar de 5% a 10% em 2018 com a reestruturação. O BB estima uma economia anual de 750 milhões de reais com o enxugamento.

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Indústria ainda na pior

A produção e o emprego continuam caindo na indústria brasileira. Os índices de evolução da produção e do emprego ficaram em 45,8 pontos em outubro. Os dados são da pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria, cujos indicadores variam de 0 a 100 pontos. Índices abaixo de 50 pontos revelam queda na produção e no emprego. “A produção industrial, que costuma crescer em outubro, manteve o ritmo de queda do mês anterior e segue muito baixa, provocando elevada ociosidade no setor”, destacou a pesquisa. O índice de utilização da capacidade instalada caiu 1 ponto percentual em outubro em comparação com setembro e ficou em 65%.

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Finalmente o IPO da Caixa Seguridade?

O presidente executivo da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, disse nesta segunda-feira que o banco deve fechar, até a semana que vem, o contrato com assessores financeiros para a oferta inicial de ações de sua controlada Caixa Seguridade. A abertura do capital chegou a ser avaliada no início deste ano, sob a administração da então presidente da Caixa, Miriam Belchior. Segundo ela, o IPO da Caixa Seguridade aconteceria até o início do segundo semestre de 2016. Mas em março a Caixa desistiu do protocolo de abertura do capital devido às condições do mercado. Segundo Occhi, a ideia é deixar tudo pronto à esperar de uma melhora do mercado. A operação, segundo a avaliação de especialistas no início deste ano, deverá girar em torno de 10 bilhões de reais.

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PDV na Caixa?

O presidente da Caixa disse também que a estatal avalia implementar um plano de demissão voluntária para 2017. Segundo o executivo, o desempenho de 100 agências com resultados deficitários está sendo avaliado, mas o fechamento dos locais é a última opção. Occhi disse ainda que, na próxima quinta-feira, deverá assinar com o BNDES o contrato para assessoramento da venda da Lotex, unidade de loterias da Caixa.

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BB ainda quer Postal

O vice-presidente de distribuição do Banco do Brasil, Paulo Ricci, afirmou que a instituição ainda tem interesse no Banco Postal, dependendo das condições. O contrato do BB para operar o Postal termina no dia 2 de dezembro e a instituição negocia com os Correios uma extensão de seis meses nesse prazo. O BB não quis renovar o contrato por discordar das condições exigidas pelos Correios. Com isso, os Correios abriram uma licitação com entrega de propostas no dia 11 deste mês, mas não atraiu interesse de outros bancos.

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