Bolsa cai 1,86%; Tenda dispara 80%…

Queda na bolsa

O dia foi marcado por notícias ruins para a bolsa, e o Ibovespa recuou 1,86%. As maiores perdas ficaram com as ações ligadas a commodities. Os papéis ordinários da CSN caíram 6,8% e os preferenciais da Usiminas recuaram 5,1%. O preço do minério de ferro caiu 5,1%, chegando a 65,2 dólares a tonelada. O dia também foi de perdas para as ações da Petrobras, com o petróleo recuando para o menor patamar desde o fim de novembro do ano passado: os papéis ordinários caíram 2,5%; e os preferenciais, 3,8%. A queda ocorreu após membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo sinalizarem que os cortes de produção não serão aumentados na reunião do próximo dia 25. Para analistas pesou também no desempenho da bolsa a votação apertada da reforma da Previdência na comissão especial.

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Ambev: lucro cai, ação sobe

Mesmo após divulgar uma nova queda nos lucros e na receita, as ações da fabricante de bebidas Ambev subiram 2,6% — a maior alta do dia no Ibovespa. Hoje pela manhã a companhia divulgou uma queda de 20,1% no lucro, que foi de 2,3 bilhões de reais. Já a receita recuou 2,7%, para 11,24 bilhões de reais. Um ponto positivo no balanço foi a comercialização de cerveja, que cresceu 3,4%. O diretor financeiro e de relações com os investidores da companhia, Ricardo Rittes, disse que vê oportunidades de melhoria nas vendas da companhia nos próximos trimestres. Ele afirmou que as vendas da Budweiser cresceram 30% no primeiro trimestre no Brasil, em comparação com o mesmo período de 2016. “A cada trimestre vemos a marca Budweiser crescer de forma saudável. Existem oportunidades para crescer no mercado premium no futuro”, afirmou. O executivo disse ainda que é difícil ganhar participação de mercado no setor de cerveja no Brasil, mas que considera que a empresa “melhorou significativamente sua performance” de vendas no país no período.

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Gerdau: mais um prejuízo

O grupo siderúrgico Gerdau teve prejuízo ajustado de 34 milhões de reais no primeiro trimestre, ante o lucro de 14 milhões de reais obtido no mesmo período de 2016. Considerando reversões de provisões geradas pela decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a inconstitucionalidade da cobrança de ICMS, a empresa teve lucro de 824 milhões de reais no primeiro trimestre. A companhia terminou o primeiro trimestre com um fluxo de caixa livre negativo em 256 milhões, afetado por consumo de 457 milhões de capital de giro “decorrente da readequação de estoques”, afirmou a empresa no balanço. A companhia encerrou março com uma alavancagem de 3,5 vezes, ante 4,1 vezes um ano antes.

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O retorno da Tenda

No dia de seu retorno a bolsa, as ações da construtora Tenda dispararam 80,2%. A reestreia acontece após sua controladora Gafisa realizar um “spin off” da companhia, voltada para a baixa renda. No ano passado, a Gafisa desistiu de lançar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) para a Tenda e optou por um acordo para vender uma fatia das ações da construtora à Jaguar Growth Asset Management por 8,13 reais cada ação — que foi visto como uma pechincha. Nesta quinta-feira, os papéis fecharam o dia no valor de 14,65 reais. O IPO da Tenda foi feito em outubro de 2007. A empresa fechou seu capital em 2010, quando a Gafisa adquiriu a totalidade das ações.

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Concorrência nos cosméticos

O Grupo Boticário anunciou nesta quinta-feira que teve um faturamento de 11,4 bilhões de reais em 2016 — uma alta de 7,5% na comparação a 2015. A empresa, que controla as marcas de cosméticos O Boticário, Eudora, Quem disse, Berenice? e The Beauty Box, abriu 100 novas lojas no ano passado, o dobro do previsto, encerrando o período com 4.063 unidades. A concorrente Natura teve uma queda de 1,6% na receita em 2016, mas nas operações no Brasil a queda foi de 4,6%. Já a Avon anunciou que teve alta de 2% em reais na receita no Brasil no primeiro trimestre, ante o mesmo período do ano anterior. Segundo o balanço, o aumento na média de pedidos foi ofuscado parcialmente por um recuo nas representantes ativas no período. Em relatório, analistas do Credit Suisse destacaram que as vendas da companhia americana ficaram estáveis no período, enquanto as da brasileira Natura subiram 3%.

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Resgate nos fundos

Os fundos de investimentos tiveram resgates de 21,6 bilhões de reais em abril, interrompendo o fluxo de captações recorde observado durante o primeiro trimestre. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, no ano os ingressos ainda somam 89,3 bilhões de reais. Em abril, os maiores saques foram nas carteiras de renda fixa, com saída de 28,5 bilhões de reais em abril — que puxaram o desempenho negativo. Já os fundos de ações captaram 402,6 milhões de reais em abril, acumulando ingressos de quase 3 bilhões de reais em 2017.

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